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20 livros importantes

23/09/2008 | Por | Categoria: Blog, Outros textos

Aqui está, atualizada, a lista dos 20 livros disponíveis no mercado brasileiro que considero essenciais para cinéfilos de qualquer idade.

Não coloquei na lista nenhum título estrangeiro (“Easy Riders, Raging Bulls”, de Peter Biskind, teria lugar garantido, por exemplo). Alguns desses livros estão atualmente esgotados, e marquei-os com um asterisco. A maioria pode ser encontrada sem muito esforço em boas livrarias.

Também não coloquei na lista nenhum dos muitos manuais de roteiro que existem por aí. Esses livros são direcionados principalmente a pessoas que têm intenção de fazer cinema. A lista abaixo tem como público-alvo os cinéfilos: gente que ama cinema, mas não pensa em fazer filmes.

A lista está em ordem de preferência.

  1. Hitchcock/Truffaut: Entrevistas (François Truffaut)
  2. Fazendo Filmes (Sidney Lumet)
  3. Uma Viagem Pessoal pelo Cinema Americano (Martin Scorsese e Michael Henry Wilson)
  4. Grandes Diretores de Cinema (Laurent Tirard)
  5. Num Piscar de Olhos (Walter Murch)
  6. Direção de Cinema (Michael Rabiger)
  7. A Magia do Cinema (Roger Ebert)
  8. Grandes Filmes (Roger Ebert)
  9. 1001 Noites no Cinema (Pauline Kael) *
  10. Cinco mais cinco (Luiz Carlos Merten e Rodrigo Fonseca)
  11. Cinema: Entre a Realidade e o Artifício (Luiz Carlos Merten) *
  12. Lições de Roteiristas (Kevin Conroy Scott)
  13. Cinema como Prática Social (Graeme Turner)
  14. Do Cinetoscópio ao Cinema Digital: Breve História do Cinema Americano (A.C. Gomes de Mattos)
  15. As Principais Teorias do Cinema: Uma Introdução (J. Dudley Andrew)
  16. História do Cinema Mundial (Fernando Mascarello)
  17. A Filosofia do Horror, ou Paradoxos do Coração (Noel Carroll) *
  18. Sobre Direção de Cinema (David Mamet)
  19. Publique-se a Lenda: A História do Western (A.C. Gomes de Mattos)
  20. O Outro Lado da Noite: Filme Noir (A.C. Gomes de Mattos)


3D em 2009

06/01/2009 | Por | Categoria: Blog

Quando a sala de projeção digital em 3D do Box Guararapes abriu as portas, em outubro do ano passado, muitos leitores comentaram a satisfação que sentiam por Pernambuco estar entrando com rapidez na nova era do cinema em três dimensões.

Dois meses depois, o entusiasmo já arrefeceu. Nem tanto pelo equipamento – que andou dando problemas, com sessões canceladas pela metade e dinheiro de volta para toda a platéia – mas principalmente pela péssima qualidade dos filmes que têm chegado e que utilizam esta tecnologia inovadora.

A pergunta é simples: para quê ter um sistema de projeção de alto nível, se não existem filmes decentes para aproveitar essas condições tecnológicas?

O filme que lançou o 3D digital por aqui foi um espetáculo do U2 (legal, e só isso). Para as crianças, tinha a animação “Os Mosconautas no Mundo da Lua” (engraçadinha, e só isso). De lá para cá, a situação piorou bastante. Teve até um tal de “Scar 3D”, uma coisa horrorosa que nem quero chamar de filme.

Pois bem: em 2009, a situação promete melhorar.

Aliás, já melhorou, com a estréia de “Bolt 3D”. A animação recebeu boas críticas (lá em casa, minha mulher e filhas adoraram – eu não vi).

Em fevereiro, tem “Coraline”, baseado num conto sombrio de Neil Gaiman. “A Era do Gelo 3” chega em julho. “Up”, novo da Pixar, aparece em setembro. O primeiro e inesquecível “Toy Story” ganha relançamento no formato, em outubro.

E todos eles abrem espaço para “Avatar”, primeiro longa em que James Cameron realmente arregaçou as mangas desde “Titanic”, e que chega em 18 de dezembro. Muita gente encara esse projeto como o filme que vai fazer o 3D digital realmente decolar.

Até lá, muita água (e muitos filmes ruins) deve rolar.



A felicidade e os filmes

20/03/2009 | Por | Categoria: Blog

Vejam como a vida tem suas ironias. Uma das maiores felicidades que tive ao passar no concurso para professor do curso de Cinema da UFPE, no final de 2008, foi concretizar o desejo de trabalhar com cinema não mais como hobby diletante, mas como profissão. Em outras palavras, agora eu posso dedicar 100% do meu tempo (quando não estou com a família) ao cinema.

Sim, a experiência está sendo maravilhosa. Não encontro palavras para descrever a alegria de dar aulas sobre cinema, enquadrinhar trechos de filmes que amo, observar conceitos aparentemente simples (como “raccord”) minuciosamente, durante quatro horas seguidas, e extrair dessa reflexão detalhes que não seria possível apreender de outra forma.

Por outro lado, as aulas têm consumido meu tempo de uma maneira que eu não previ. Ser professor não se resume ao tempo em que se está dentro da sala de aula. Pelo contrário. Exige leituras e pesquisas praticamente o tempo todo.

No tocante ao Cine Repórter, o resultado disso é que ando sem tempo para atualizar o site como fazia antes. Até janeiro, conseguia escrever cerca de quatro a cinco textos novos por semana. A média atual estacionou em um ou dois.

Peço desculpas. Mas vou encontrar uma maneira de suprir essa deficiência.



A importância do passado

29/09/2008 | Por | Categoria: Blog

Estava trabalhando na redação da Globo Nordeste, no sábado pela manhã, quando bati os olhos na notícia sobre a morte de Paul Newman.

Surpreso, comentei sobre o fato em voz alta. Ao meu lado, um estagiário talentoso mas muito jovem mandou, de pronto, uma interrogação: “quem é Paul Newman?”. Como o rapaz está longe de preencher o perfil típico do estudante sem noção, daquele que hesitaria até mesmo em responder o nome do presidente do Brasil caso fosse perguntado, o episódio acendeu uma luzinha na minha cabeça.

Ele me fez perceber, mais do que nunca, o quanto as novas gerações estão desconectadas do passado, especialmente no que se refere às artes. Quer outro exemplo? Eu dou aulas de História do Cinema numa universidade particular (a Aeso) para uma turma de 25 pessoas. Desse total, há apenas quatro ou cinco que podem ser considerados cinéfilas (a maioria gosta mesmo é de games). E até mesmo os amantes de Cinema apresentam conhecimento limitado sobre os filmes do passado.

Fiquei pensando no final de semana em que tipo de contribuição eu poderia dar, aqui no site, à importância de valorizar os filmes antigos. Por isso, pretendo dedicar alguns videocasts, num futuro bem próximo, a comentários visuais sobre clássicos do cinema.

A idéia é pegar duas ou três cenas de determinado filme e esmiuçá-las, analisando como o diretor e a equipe criativa utilizaram a gramática do cinema, o repertório de técnicas narrativas e estéticas, para construir significados.

Ainda vou levar uns dias para editar o primeiro videocast desse tipo, mas espero que vocês curtam a idéia.



Agulha no palheiro

04/11/2008 | Por | Categoria: Blog

Imagino que a maioria de vocês deve ter notado que muitas das funções do novo Cine Repórter foram retiradas do ar, nos últimos dias. A opção de voto para os usuários foi uma delas. A possibilidade de acessar os comentários mais recentes e os textos mais lidos do mês, direto da capa, também foi eliminada. Os emoticons nos comentários e as pequenas imagens com o rosto dos usuários cadastrados, tudo isso desapareceu. Até mesmo o sistema de buscas que estávamos utilizando foi desabilitado.

Vou explicar o que está acontecendo. Desde que o site novo entrou no ar, no final de setembro, vínhamos notando problemas de acesso. Em certos horários do dia, a lentidão era exasperante. Dentro do sistema administrativo, a situação era ainda pior. Às vezes eu demorava 10, 15 minutos apenas para conseguir postar um simples texto. Ontem, levei duas horas e meia para postar (apenas postar!) três novos textos.

A situação piorou há duas semanas, quando a rede de servidores Dreamhost (onde estamos hospedados) pifou, derrubando o site durante quase 24 horas. De lá para cá, as mensagens de erro (por conexão recusada ou por sobrecarga no servidor) aumentaram consideravelmente.

Consultamos, duas vezes, os administradores do servidor de hospedagem. Em ambos os casos, recebemos a resposta de que o Cine Repórter estava fazendo uso excessivo de memória no servidor, o que automaticamente fazia as conexões ficarem lentas. A causa provável deste problema seria algum tipo de conflito, ou mesmo incompatibilidade, entre um dos scripts utilizados pelo site e o software de administração do servidor.

Tá complicado de entender? Vou simplificar. Aparentemente, uma (ou mais) linha de código do site estaria causando aumento exagerado do consumo de memória na máquina hospedeira, travando o sistema. A administração do Dreamhost informou que o problema, provavelmente, estaria sendo causado por um dos 44 plugins que estavam instalados no Cine Repórter.

Nosso problema, agora, é descobrir onde está o script defeituoso. A única maneira de descobrir isso é desabilitando os plugins, aos poucos, até descobrir qual deles é a causa da bronca. De uma só vez, desligamos 35 deles. Somente nove estão ativos neste momento. Aos poucos, nos próximos dias, eles serão religados. Um por um, para que possamos ter a chance de descobrir qual o plugin problemático.

Na verdade, este post tem dois objetivos. O primeiro, obviamente, é avisar vocês a respeito do problema, para que possam entender o sumiço temporário da maioria das opções de interatividade do site. Elas voltarão aos poucos, dentro de alguns dias.

O outro objetivo é pedir que vocês auxiliem a gente (eu e Saulo, o programador que cuida do Cine Repórter) a encontrar essa agulha no palheiro. Vocês ajudariam muito se postassem comentários notificando, com o maior grau de detalhes possível, como está sendo a experiência de acessar o Cine Repórter.

As páginas demoram muito a carregar? Vocês recebem mensagens de erro? O que elas dizem? Os erros acontecem no carregamento das páginas ou em outros momentos (por exemplo, na hora de postar um comentário)? Existe alguma página ou seção do site em particular onde os erros se reproduzem com mais freqüência? Há algum horário do dia em que isso acontece com mais freqüência?

Tudo o que for notado por vocês pode ajudar. Agradeço a todo mundo que ajudar. E peço um pouco de paciência. Aos poucos, o Cine Repórter vai voltar ao normal. E de qualquer forma, os textos, podcasts e videocasts continuam aí (aliás, todos esses problemas ajudaram a atrasar o próximo vídeo, mas ele está quase pronto).



Ajuste editorial

11/12/2008 | Por | Categoria: Blog

Após um longo e tenebroso hiato, eis que tive um tempinho livre nos últimos dois dias e finalizei um podcast e um videocast. No primeiro caso, precisei de só 20 minutos para cortar alguns trechos redundantes e mixar música com voz. Quanto ao videocast, não foi apenas o mais longo de todos os que já gravei, mas também o mais rápido, já que fiz tudo (gravação, edição e conversão de formato) em cerca de três horas. Estou evoluindo.

Outra observação importante: não sei se são muitos os leitores que estão acessando a página do Cine Repórter no Twitter (não consigo contar a audiência), mas a experiência tem sido interessante e curiosa para mim. Todos os dias, sempre posto alguns recadinhos por lá. O serviço realmente dá conta do recado, principalmente para avisar aos leitores mais impacientes sobre novos lançamentos ou atualizações. Acessem. Para facilitar, incluí um link para o serviço no menu principal do site.

Outro detalhe interessante que a análise das estatísticas do site mostra é a acentuada preferência dos leitores por textos sobre filmes que não se enquadram nas categorias de lançamentos (seja nos cinemas ou em DVD). Mais de 70% das páginas impressas em novembro continham críticas de filmes antigos.

Este é um dado realmente animador, porque – confesso – a qualidade duvidosa da maior parte dos filmes que chegam aos cinemas do Recife tem me afastado cada vez mais das críticas factuais. Foi com base nessa estatística, por exemplo, que me atrevi a colocar o videocast de “Tubarão” na principal chamada do site, um espaço que outrora estava sempre reservado ao filme mais popular em cartaz nos cinemas.

Por tudo isso, já dá para adiantar que um dos principais projetos para 2009 consiste em realizar um ajuste gradual no projeto editorial do Cine Repórter. Pouco a pouco, vocês perceberão, a linha editorial vai se afastar do factual. Critérios jornalísticos não serão 100% prioritários, como antes.

Também pretendo escrever um menor número de críticas, mas passando a caprichar mais nas análises – em outras palavras, menos textos, só que mais longos e mais densos. O número de videocasts e podcasts (principalmente os primeiros), espero, também irá crescer.

Não me entendam mal. Não pretendo passar a escrever apenas sobre filmes antigos e/ou inacessíveis. Os grandes lançamentos de 2009, como “Avatar”, “Watchmen” ou “O Hobbit”, serão cobertos com destaque aqui no site. Mas o espaço editorial dedicado a filmes menores e mais antigos vai crescer. E muito.

Tenho uma razão profissional, inclusive, para agir assim. Mas sobre isso eu só escreverei mais adiante.



Alterações no Cine Repórter

22/12/2010 | Por | Categoria: Blog

Talvez nem mesmo os três ou quatro leitores mais atentos que ainda acompanham regularmente o Cine Repórter, apesar da incompetência do editor em atualizá-lo, tenham percebido que o site passou por uma pequena alteração editorial.

Essa alteração pode ser conferida na redução de categorias do menu.

Várias (videocasts, podcasts, rascunhos, livros) desapareceram. Não, o conteúdo não foi retirado do ar. Todos os vídeos, arquivos de áudio e textos continuam no site. Só que a atualização andava tão irregular, e sem perspectiva de alteração no quadro, que decidi reunir todo esse conteúdo em apenas quatro categorias mais amplas.

Vou explicar as mudanças.

Críticas passa a congregar todo o conteúdo relacionado a análise fílmica. A seção de DVDs também teve o nome alterado para Homevideo (englobando, pois, todos os formatos de vídeo doméstico) e passou a ser tratada hierarquicamente pelo sistema WordPress como uma sub-categoria de Críticas. Isso quer dizer que privilegiarei totalmente a análise dos filmes do que dos discos (em qualquer formato). Videocasts e podcasts também estão nessa seção.

Blog é uma seção destacada visualmente (páginas na cor azul) e que pretende tratar de assuntos variados, mais pessoais e intimistas, ou com uma abordagem mais menos rigorosa. Por exemplo, os casinhos despretensiosos envolvendo minhas filhas (cuja audiência tem sido infinitamente superior aos textos sobre filmes… o que talvez queira dizer muito acerca da minha capacidade como crítico de cinema, hehehe) estão nele, bem como listas de melhores do ano, análises de premiações, comentários sobre reportagens curiosas oriundas de outras fontes, etc.

Academia é uma página simples, que resume minha vida acadêmica e congrega links para toda a produção pessoal nessa área: artigos, capítulos de livros, dissertação de mestrado, tese de doutorado (aparecerá aqui assim que defendida e liberada pela universidade), currículo Lattes, links para grupos de pesquisa, etc. A tendência é que essa seção específica seja bastante expandida ao longo de 2011. Tenho muitos planos para ela, mas vamos devagar com o andor.

Outros Textos foi pensada como uma categoria mutante, capaz de receber todo tipo de material que não se enquadre nas outras três. Em 2010, por exemplo, escrevi três reportagens para revistas não-acadêmicas; outras duas estão escritas e serão publicadas em 2011 (não sei exatamente quando, mas tentarei postá-las aqui depois que isso acontecer). Entrevistas pingue-pongue em texto, áudio ou vídeo também estaria aqui, bem como eventuais comentários sobre livros, festivais, etc.

O menu principal mantém links para minhas páginas no Twitter e no Facebook. As redes sociais já contêm muita coisa que se sustenta sozinha, sem precisar do apoio do site. O link para a comunidade no Orkut continua no rodapé do site, mas optei por tirá-lo do menu, já que o Orkut anda muito esvaziado e o próprio Google parece em vias de desativá-lo. Mas ficarei atento a esse universo, claro.

Com essas pequenas mudanças, acho que o Cine Repórter está pronto para 2011.



Análise dos logs do site

06/10/2008 | Por | Categoria: Blog

Um dos principais benefícios traziddos pelo WordPress e seus plugins ao Cine Repórter é que eles proporcionam uma grande chance de conhecer o leitor a fundo, graças aos dados (os chamados logs) que ficam gravados dentro do programa.

Perdi alguns minutos, hoje, fazendo uma análise acurada desses dados. Há informações valiosas, outras curiosas, algumas inúteis e/ou inusitadas. A maioria vai me ajudar bastante a executar pequenos ajustes editorais para ir, aos poucos, melhorando o site.

Por exemplo: agora sei que mais de 20% dos usuários utilizam o Mozilla Firefox como browser oficial. Mais de 10% utilizam programas alternativos (Opera, Safari, Chrome). O Internet Explorer fica pouco acima dos 50%.

Já um dado de análise difícil, por exemplo, diz respeito à categoria DVD. Embora seja a segunda categoria mais acessada (perde apenas para Críticas, com número praticamente idêntico), ela não emplacou um único texto entre as dez páginas mais vistas do site, nos 12 dias em que a versão 2.0 está no ar. Como explicar o fenômeno?

Difícil, mas não impossível. Sei, por exemplo, que cerca de 65% dos visitantes vêem do Google. A maioria dessas pessoas chega ao Cine Repórter procurando a crítica de algum filme em cartaz nos cinemas. Elas lêem o texto desejado e navegam um pouco para conhecer o site. Invariavelmente, entram na categoria DVD. Mas não se interessam em ler os textos que estão lá (estou, claro, fazendo uma dedução).

Nesses 11 dias, a crítica mais lida foi a de “Ensaio Sobre a Cegueira”, com pouco mais de 800 acessos. O texto  sobre “Shortbus” atraiu quase 700 pessoas. Ao todo, pouco mais de 30 mil páginas foram vistas pelos usuários.

Mas os dados mais interessantes vêm da análise das buscas efetuadas no site pelos usuários. Já foram feitas mais de três mil, sendo que 210 delas procuravam textos sobre o filme “Violência Gratuita” – e é bom ressaltar que o longa-metragem de Michael Haneke não estreou no Recife.

Três filmes têm acessos estáveis, todos os dias, graças a uma boa posição nas respostas de procuras no Google: “Boa Noite, Boa Sorte”, “Muito Além do Jardim” e “Doze Homens e Uma Sentença”. 

Além disso, os internautas procuraram – e encontraram – as seguintes críticas no site, entre outras: “Amadeus”, “Horror em Amityville”, “Toy Story”, “A Era do Gelo 2”, “A Fraternidade é Vermelha”, “À Beira do Abismo”, “A Marcha dos Pingüins”, “Mera Coincidência”, e “Anos de Rebeldia”.

De vez em quando, algumas pessoas chegam ao Cine Repórter procurando coisas absurdas. Um internauta apareceu no site depois de digitar no Google a expressão “por que o monge raspa a cabeça?” (leu, em retorno, entrevista com a atriz Camila Morgado). Outro nos deu o prazer da visita ao tentar descobrir o que significava “sonhar com um ladrão negro” (foi parar na crítica de “Ladrão de Sonhos”, de Jean-Pierre Jeunet) .

A Internet é ou não é fascinante?



Artigo

27/10/2009 | Por | Categoria: Blog

Um pequeno trecho dos apontamentos que servirão de base para a versão final da tese acaba de ser publicado, como artigo, pela Revista Ícone, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPE.

O artigo pode ser lido na íntegra, em versão PDF, clicando-se aqui.

Àqueles leitores que não estão acostumados com leituras acadêmicas, um aviso: o formato do artigo, entremeado de citações bibliográficas, pode causar certo estranhamento. A linguagem, no entanto, não está empolada e cheia de conceitos incompreensíveis para leigos, como é hábito nesse tipo de texto. Na medida do possível, eu me esforço bastante para que o formato final seja perfeitamente legível por qualquer pessoa.



Artigos acadêmicos?

07/06/2009 | Por | Categoria: Blog

Há alguns dias, estava conversando com um dos meus alunos (e também leitor freqüente do Cine Repórter), e o rapaz me fez uma indagação que, imagino, pode muito bem estar passando pela cabeça de alguns de vocês.

Sabedor de minhas dificuldades para conciliar os trabalhos acadêmicos com uma escrita mais freqüente de textos aqui para o site, ele me perguntou porque eu não estava disponibilizando, no Cine Repórter, o material didático de algumas das aulas que dou na graduação de Cinema da UFPE. E foi além: por que eu não publicava no site os textos dos artigos que escrevo como trabalho de conclusão das disciplinas do doutorado?

Antes de responder, cabe aqui um breve parêntese. Em geral, eu organizo uma série de anotações-guia (ordenadas em um arquivo de PowerPoint) para cada aula que dou, mais ou menos como todo professor faz hoje em dia. Quanto ao doutorado, ele tem razão: para cada disciplina cursada, o aluno precisa entregar um artigo inédito de 8 a 12 páginas.

Na avaliação desse aluno, a disponibilização desse material surpriria a relativa ausência de críticas recentes, já que os leitores mais fiéis poderiam acompanhar minha trajetória na universidade, bem como ter acesso a textos mais longos e detalhados sobre filmes.

Agora, as respostas:

1) Dois são os motivos para não publicar no momento minhas aulas em PPT. O primeiro é que boa parte desses arquivos consiste de tópicos, frases soltas e observações rápidas que vão parecer sem sentido para qualquer pessoa que não estiver acompanhando a respectiva aula.

O segundo é que tenho visto – e com muito mais freqüência do que se pode imaginar – muita gente reaproveitar material didático pinçado da Internet para dar aulas. Não ligo nem um pouco de passar minhas aulas para colegas. Mas gosto de saber disso.

2) De fato, eu pretendo disponibilizar para download toda a minha produção acadêmica. Mas, evidentemente, isso só acontecerá à medida em que os artigos forem publicados.



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