Semana dura

24/10/2008 | Categoria: Blog

Passei mais tempo durante esta semana em hospitais do que no trabalho

Por: Rodrigo Carreiro

Esta foi uma semana dura para mim. Em todos os sentidos.

Para começo de conversa, passei mais tempo em hospitais do que trabalhando. Meu pai passou por uma cirurgia para retirar um tumor (aparentemente, benigno) na garganta – uma cirurgia que acabou não sendo finalizada com sucesso, por razões que não vale a pena abordar aqui. Ele deverá passar pelo bisturi de novo na próxima semana.

Um dia antes, uma prima em segundo grau, de apenas dois anos de idade, faleceu em circunstâncias bastante raras, após contrair mononucleose e outra bactéria em seguida. Além da consternação geral, o fato trouxe uma preocupação extra, já que minha filha mais velha estuda na mesma escola em que a garotinha, e a origem da bactéria permanece indefinida.

Nina adoeceu no dia seguinte à morte, com febre e dor de garganta, e não é preciso ser nenhum Uri Geller para intuir que eu e Adriana, minha mulher, passamos dois dias de pura tensão. Só na quarta-feira ficou afastada a hipótese de algo mais grave. Na seqüência, minha filha menor também adoeceu, com febre de 39° e dor de garganta. Amidalite, dizem os médicos.

No meio dessa confusão, ainda consegui assistir à cabine de “Última Parada 174” (mas perdi a de “Romance”, novo de Guel Arraes, que ocorreu infelizmente na hora da malfadada cirurgia do meu pai). No mesmo dia, bati um papo bem interessante com Bruno Barreto, por telefone.

A entrevista completa já está no Cine Repórter, mas as circunstâncias – cheguei à Redação 10 minutos antes de falar com o diretor e organizei às pressas minhas impressões do filme – me impediram de conseguir gravar a entrevista. Gostaria muito de disponibilizar o áudio dela aqui no site, mas infelizmente isso não vai ser possível. Fica para a próxima.

Esta semana, não consegui gravar nenhum Videocast, mas estou trabalhando no texto do próximo, e espero terminá-lo no final da próxima semana. Não vou adiantar qual o filme que pretendo abordar, mas posso dar uma pista: é um clássico do cinema dos anos 1970 e ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Para quem curte multimídia, está no ar mais um Podcast – sobre um dos meus filmes favoritos de horror, “A Casa da Noite Eterna” – e também gravei outros dois, que pretendo publicar nas próximas duas semanas.

Por último, uma dica cinéfila: tentem assistir ao sensacional “Banda à Parte”, de Godard (confesso que não entendi o título nacional dado pela Silver Screen Collection). Tinha visto o filme em junho último e só agora, com a chegada às lojas do DVD, publiquei a crítica. Achei maravilhoso.

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