Trabalho novo

19/12/2008 | Categoria: Blog

A partir de fevereiro, viro professor de Cinema em tempo integral – e isso, claro, vai afetar o site. Saiba como.

Por: Rodrigo Carreiro

No post anterior me referi a uma razão profissional que determinou, de certa forma, a natureza dos ajustes editoriais que eu já pretendia realizar no Cine Repórter em 2009. Esta razão, na verdade, é muito simples. Em janeiro vindouro, me desligo da Globo Nordeste, onde venho trabalhando há cinco anos, e passo a fazer parte do quadro de professores do curso de Cinema da Universidade Federal de Pernambuco.

A nomeação oficial ainda não saiu, mas passei em concurso realizado no mês de novembro. Vou dar aulas a partir de fevereiro, em disciplinas diversas do curso (no primeiro semestre, “Cinema e Narratividade” e “História da Trilha Sonora no Cinema”).

Além disso, também passei na seleção para o doutorado, na mesma instituição. Isso significa que serei professor e aluno, ao mesmo tempo e em regime de dedicação integral, no ano que vem.

Como vocês podem imaginar, tudo isso representará uma mudança de rumo radical na minha vida, em todos os sentidos. Para começo de conversa, vou ganhar salário bem menor. Por outro lado, terei chance de desacelerar. Ver mais minhas filhas, almoçar com elas todos os dias, descansar nos finais de semana e feriados pela primeira vez na vida. Além, é claro, de me dedicar 100% a atividades relacionadas ao Cinema.

Também não é preciso ser nenhuma adivinho para intuir o quanto essa mudança deve afetar o Cine Repórter. Não é que eu tenha intenção de transformar o site num repositório de artigos acadêmicos, mas certamente minha produção escrita passará a ser muito mais orientada em função das demandas da vida acadêmica.

Aí vai um exemplo bem prático. Eu passei num concurso específico para Tratamento de Som em Audiovisual. Isso quer dizer que serei responsável pelas disciplinas relacionadas ao tema na graduação em Cinema da UFPE, tanto do ponto de vista teórico (estética do som, sound design, etc.) como prático (captação de som direto e indireto, produção de efeitos sonoros, etc.).

Por tudo isso, não estranhem se passarem a ler, nas críticas, observações mais detalhadas a respeito do uso do som dentro dos filmes (os mais atentos já notarão que falei bastante sobre a música de John Williams e sua função narrativa no videocast de “Tubarão”). Sempre fui um estudioso atento de todos os aspectos da narrativa cinematográfica; agora, por dever profissional, terei que ouvir mais os filmes do que vê-los.

Essa é só a ponta do iceberg. Certamente, depois que começar a dar (e ter) aulas, muitas novas idéias irão surgir. Outras demandas também. Possivelmente elas provocarão ajustes editoriais mais profundos. Ainda não dá para ter noção do quanto tudo isso vai interferir no Cine Repórter.

O que posso garantir é que as críticas continuarão sendo publicadas com a mesma regularidade, em texto, vídeo e áudio. E que continuarei a dedicar ao site a mesma energia de sempre.

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