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3D em 2009

06/01/2009 | Por Rodrigo Carreiro | Categoria: Blog

Quando a sala de projeção digital em 3D do Box Guararapes abriu as portas, em outubro do ano passado, muitos leitores comentaram a satisfação que sentiam por Pernambuco estar entrando com rapidez na nova era do cinema em três dimensões.

Dois meses depois, o entusiasmo já arrefeceu. Nem tanto pelo equipamento – que andou dando problemas, com sessões canceladas pela metade e dinheiro de volta para toda a platéia – mas principalmente pela péssima qualidade dos filmes que têm chegado e que utilizam esta tecnologia inovadora.

A pergunta é simples: para quê ter um sistema de projeção de alto nível, se não existem filmes decentes para aproveitar essas condições tecnológicas?

O filme que lançou o 3D digital por aqui foi um espetáculo do U2 (legal, e só isso). Para as crianças, tinha a animação “Os Mosconautas no Mundo da Lua” (engraçadinha, e só isso). De lá para cá, a situação piorou bastante. Teve até um tal de “Scar 3D”, uma coisa horrorosa que nem quero chamar de filme.

Pois bem: em 2009, a situação promete melhorar.

Aliás, já melhorou, com a estréia de “Bolt 3D”. A animação recebeu boas críticas (lá em casa, minha mulher e filhas adoraram – eu não vi).

Em fevereiro, tem “Coraline”, baseado num conto sombrio de Neil Gaiman. “A Era do Gelo 3” chega em julho. “Up”, novo da Pixar, aparece em setembro. O primeiro e inesquecível “Toy Story” ganha relançamento no formato, em outubro.

E todos eles abrem espaço para “Avatar”, primeiro longa em que James Cameron realmente arregaçou as mangas desde “Titanic”, e que chega em 18 de dezembro. Muita gente encara esse projeto como o filme que vai fazer o 3D digital realmente decolar.

Até lá, muita água (e muitos filmes ruins) deve rolar.



Pirataria na Internet

01/01/2009 | Por Rodrigo Carreiro | Categoria: Blog

Essa era barbada. Levantamento realizado pelo site TorrentFreak, tomando como base dados oficiais dos dois serviços mais utilizados pelos internautas para baixar filmes (legais e ilegais), o BitTorrent e o PirateBay, mostrou que “Batman - O Cavaleiro das Trevas” foi o filme mais pirateado de 2008.

O estudo estima que “Cavaleiro das trevas” tenha sido baixado mais de sete milhões de vezes desde que vazou na internet, após as pré-estréias, em julho.

É bom lembrar que “O Cavaleiro das trevas”, graças em parte à curiosidade em torno do desempenho de Heath Ledger como o vilão Coringa, faturou mais de US$ 1 bilhão nos cinemas do mundo inteiro. Em DVD, só nos EUA, o filme já vendeu três milhões de cópias vendidas.

Confira abaixo a lista completa dos filmes mais baixados de 2008:

1. “Batman - O cavaleiro das trevas” (7 milhões)
2. “O incrível Hulk” (5,8 milhões)
3. “Efeito dominó” (5,4 milhões)
4. “Zohan - O agente bom de corte” (5,3 milhões)
5. “A lenda do tesouro perdido 2″ (5,2 milhões)
6. “Juno” (5,1 milhões)
7. “Trovão tropical” (4,9 milhões)
8. “Eu sou a lenda” (4,8 milhões)
9. “Ressaca de amor” (4,4 milhões)
10. “Horton e o mundo dos quem” (4,3 milhões)



Balanço de 2008

31/12/2008 | Por Rodrigo Carreiro | Categoria: Blog

Para encerrar o ano desejando a todos os leitores um feliz 2009, resolvi fazer um balanço de 2008. Pela primeira vez desde 2004, minha média de longas-metragens assistidos caiu. Termino o ano com um total de 432 filmes vistos (em 2007, foram 487). A culpa pela queda foi da viagem de férias à Alemanha, onde passei 30 dias praticamente sem assistir a filmes – apenas oito, a maioria nos vôos de ida e volta.

Quero ainda deixar registradas, aqui no blog, duas listas. Uma delas compila meus 10 filmes favoritos de 2008, sem considerar qualquer critério que não seja o ineditismo (ou seja, todos são filmes que eu vi pela primeira vez este ano).

A outra enumera alguns dos meus filmes favoritos que eu revi no decorrer do ano. Os mais atentos perceberão que dela não consta o favoritíssimo “Três Homens em Conflito”, que por tradição eu revejo pelo menos uma vez, todos os anos. Uma vez que todos os leitores já sabem da minha paixão pelo longa de Sergio Leone, preferi abrir espaço para outros e deixá-lo fora da lista.

» Favoritos de 2008 (inéditos)
1) Umberto D
2) Interlúdio
3) Banda a Parte
4) O Samurai
5) Vá e Veja
6) Corrida Sem Fim
7) A Montanha dos Sete Abutres
8 ) Cão Branco
9) Sombras do Mal
10) Um Convidado Bem Trapalhão

» Favoritos de 2008 (reprises)
1) Cidadão Kane
2) Taxi Driver
3) O Tesouro de Sierra Madre
4) Casablanca
5) Os Inocentes
6) Pixote
7) Intriga Internacional
8 ) Seven
9) O Exorcista
10) O Silêncio dos Inocentes



Top 10 de 2008

23/12/2008 | Por Rodrigo Carreiro | Categoria: Blog

Com o ano chegando ao fim, está mais do que na hora de publicar o tradicional Top 10, que o Cine Repórter tem colocado no ar desde 2003.

Ao contrário do que fiz em anos anteriores, dessa vez decidi colocar os filmes em ordem de preferência.

Além dos dez títulos, vou deixar três quatro menções honrosas. Eu gostaria muito de ter encontrado lugar na lista para esses filmes, mas infelizmente não consegui.

De todo modo, gostaria de destacar que considero a safra 2008 uma das mais fracas dos últimos tempos. Leitores mais atentos perceberão que nada menos que oito sete dos dez filmes selecionados entraram em cartaz nos EUA ou no eixo Rio-São Paulo ainda em 2007, embora tenham chegado ao Recife apenas este ano.

Vamos à lista:

1) Jogo de Cena
2) Onde os Fracos Não Têm Vez
3) Wall-E
4) 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias
5) Sangue Negro
6 ) Falsa Loura
7) O Assassinato de Jesse James
8 ) À Prova de Morte
9) [REC]
10) Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto

Menções honrosas: Juno, Senhores do Crime, Cloverfield e O Nevoeiro.

UPDATE: Tive que fazer uma mudança tardia na lista para encaixar nela o fabuloso “Falsa Loura”, melhor filme nacional de 2008. Não sei explicar porque tinha esquecido dele, mas seria injustiça deixá-lo de fora. Sendo assim, Silmara ocupa o lugar de Juno. 



Trabalho novo

19/12/2008 | Por Rodrigo Carreiro | Categoria: Blog

No post anterior me referi a uma razão profissional que determinou, de certa forma, a natureza dos ajustes editoriais que eu já pretendia realizar no Cine Repórter em 2009. Esta razão, na verdade, é muito simples. Em janeiro vindouro, me desligo da Globo Nordeste, onde venho trabalhando há cinco anos, e passo a fazer parte do quadro de professores do curso de Cinema da Universidade Federal de Pernambuco.

A nomeação oficial ainda não saiu, mas passei em concurso realizado no mês de novembro. Vou dar aulas a partir de fevereiro, em disciplinas diversas do curso (no primeiro semestre, “Cinema e Narratividade” e “História da Trilha Sonora no Cinema”).

Além disso, também passei na seleção para o doutorado, na mesma instituição. Isso significa que serei professor e aluno, ao mesmo tempo e em regime de dedicação integral, no ano que vem.

Como vocês podem imaginar, tudo isso representará uma mudança de rumo radical na minha vida, em todos os sentidos. Para começo de conversa, vou ganhar salário bem menor. Por outro lado, terei chance de desacelerar. Ver mais minhas filhas, almoçar com elas todos os dias, descansar nos finais de semana e feriados pela primeira vez na vida. Além, é claro, de me dedicar 100% a atividades relacionadas ao Cinema.

Também não é preciso ser nenhuma adivinho para intuir o quanto essa mudança deve afetar o Cine Repórter. Não é que eu tenha intenção de transformar o site num repositório de artigos acadêmicos, mas certamente minha produção escrita passará a ser muito mais orientada em função das demandas da vida acadêmica.

Aí vai um exemplo bem prático. Eu passei num concurso específico para Tratamento de Som em Audiovisual. Isso quer dizer que serei responsável pelas disciplinas relacionadas ao tema na graduação em Cinema da UFPE, tanto do ponto de vista teórico (estética do som, sound design, etc.) como prático (captação de som direto e indireto, produção de efeitos sonoros, etc.).

Por tudo isso, não estranhem se passarem a ler, nas críticas, observações mais detalhadas a respeito do uso do som dentro dos filmes (os mais atentos já notarão que falei bastante sobre a música de John Williams e sua função narrativa no videocast de “Tubarão”). Sempre fui um estudioso atento de todos os aspectos da narrativa cinematográfica; agora, por dever profissional, terei que ouvir mais os filmes do que vê-los.

Essa é só a ponta do iceberg. Certamente, depois que começar a dar (e ter) aulas, muitas novas idéias irão surgir. Outras demandas também. Possivelmente elas provocarão ajustes editoriais mais profundos. Ainda não dá para ter noção do quanto tudo isso vai interferir no Cine Repórter.

O que posso garantir é que as críticas continuarão sendo publicadas com a mesma regularidade, em texto, vídeo e áudio. E que continuarei a dedicar ao site a mesma energia de sempre.



Ajuste editorial

11/12/2008 | Por Rodrigo Carreiro | Categoria: Blog

Após um longo e tenebroso hiato, eis que tive um tempinho livre nos últimos dois dias e finalizei um podcast e um videocast. No primeiro caso, precisei de só 20 minutos para cortar alguns trechos redundantes e mixar música com voz. Quanto ao videocast, não foi apenas o mais longo de todos os que já gravei, mas também o mais rápido, já que fiz tudo (gravação, edição e conversão de formato) em cerca de três horas. Estou evoluindo.

Outra observação importante: não sei se são muitos os leitores que estão acessando a página do Cine Repórter no Twitter (não consigo contar a audiência), mas a experiência tem sido interessante e curiosa para mim. Todos os dias, sempre posto alguns recadinhos por lá. O serviço realmente dá conta do recado, principalmente para avisar aos leitores mais impacientes sobre novos lançamentos ou atualizações. Acessem. Para facilitar, incluí um link para o serviço no menu principal do site.

Outro detalhe interessante que a análise das estatísticas do site mostra é a acentuada preferência dos leitores por textos sobre filmes que não se enquadram nas categorias de lançamentos (seja nos cinemas ou em DVD). Mais de 70% das páginas impressas em novembro continham críticas de filmes antigos.

Este é um dado realmente animador, porque – confesso – a qualidade duvidosa da maior parte dos filmes que chegam aos cinemas do Recife tem me afastado cada vez mais das críticas factuais. Foi com base nessa estatística, por exemplo, que me atrevi a colocar o videocast de “Tubarão” na principal chamada do site, um espaço que outrora estava sempre reservado ao filme mais popular em cartaz nos cinemas.

Por tudo isso, já dá para adiantar que um dos principais projetos para 2009 consiste em realizar um ajuste gradual no projeto editorial do Cine Repórter. Pouco a pouco, vocês perceberão, a linha editorial vai se afastar do factual. Critérios jornalísticos não serão 100% prioritários, como antes.

Também pretendo escrever um menor número de críticas, mas passando a caprichar mais nas análises – em outras palavras, menos textos, só que mais longos e mais densos. O número de videocasts e podcasts (principalmente os primeiros), espero, também irá crescer.

Não me entendam mal. Não pretendo passar a escrever apenas sobre filmes antigos e/ou inacessíveis. Os grandes lançamentos de 2009, como “Avatar”, “Watchmen” ou “O Hobbit”, serão cobertos com destaque aqui no site. Mas o espaço editorial dedicado a filmes menores e mais antigos vai crescer. E muito.

Tenho uma razão profissional, inclusive, para agir assim. Mas sobre isso eu só escreverei mais adiante.



Cine Repórter no Twitter

27/11/2008 | Por Rodrigo Carreiro | Categoria: Blog

Há mais ou menos uns oito meses, ainda no início do ano letivo na universidade onde dou aulas, trabalhei com um texto que formulava algumas regras básicas de conduta profissional para jornalistas que trabalham com mídia on-line. Uma das regras fundamentais para o profissional multimídia, segundo o texto, sugeria que os repórteres usassem mais o Twitter (aquela ferramenta de micro-blog, onde você posta mensagens com menos de 140 caracteres).

Até aquele momento, eu nunca havia sentido a mínima necessidade de abrir uma conta no Twitter. Blogar com menos de 140 toques? Parecia uma coisa totalmente sem sentido. Mesmo assim, por dever profissional, eu (e todos os alunos daquela turma) abri(mos) conta(s) no Twitter.

Quase um ano se passou. Mudei de opinião. E o Cine Repórter foi parte fundamental na reversão deste conceito.

Vou explicar o que aconteceu. Na versão 2.0 do site, com o blog integrado, o estatuto de cada post mudou consideravelmente na minha cabeça. Passei a valorizar mais o que iria escrever. Não queria deixar registrado dentro do Cine Repórter alguns pensamentos soltos e posts de duas ou três linhas, como fazia no KineBlog. No futuro, eles só vão servir para tornar a navegação mais lenta, enquanto o lixo (virtual) vai empilhar mais e mais, como na cena de abertura de “Wall-e”.

Gosto de pensar que o Cine Repórter servirá, daqui a 50 ou 60 anos, como um registro fiel da minha passagem por aqui. Tem gente que planta uma árvore ou escreve um livro. Eu fiz o site. E não gosto de pensar que haverá dentro do CR uma maçaroca de posts inúteis para dificultar a navegação dos meus bisnetos.

Por outro lado, também acho uma delícia soltar aquelas informações curtinhas, às vezes bobas mesmo, pessoais ou confessionais, e não gostaria de me privar desse lado frívolo simplesmente porque encaro o site como um trabalho sério (apesar de não-remunerado).

O Twitter tem tudo para se tornar a solução do meu dilema. O que fiz? Criei uma página do Cine Repórter no Twitter e estou, há alguns dias, postando informações curtas. Atualizações do site, cabines que conferi ou que perdi, detalhes do meu dia, essas coisinhas pequenas que não têm espaço aqui no Cine Repórter.

Dêem uma passadinha lá clicando aqui.

Para quem quiser acompanhar, há um link permanente para essa página no rodapé do Cine Repórter. Todo dia tem informações novas por lá. Quem costuma acompanhar o que escrevo aqui pode achar interessante. E se tiver algum comentário ou sugestão, pode mandar bala nos comentários deste post.



Blu-Ray x DVD

20/11/2008 | Por Rodrigo Carreiro | Categoria: Blog

Os leitores mais atentos já devem ter aferido que eu não tenho ainda um Blu-Ray player. Esse é o principal motivo de o Cine Repórter ainda manter a denominação “DVDs” para a seção dedicada às críticas de filmes lançados para o mercado caseiro. Em breve, possivelmente em 2009, terei que mudar o título da seção para algo como “Home Video”. Mas essa já é outra história.

Tenho vários motivos para não aderir ao Blu-Ray de imediato. O maior deles é pessoal. Graças ao dia-a-dia atarefado e aos horários malucos, tenho visto mais filmes no notebook do que no meu home theater. Ao contemplar a possibilidade de comprar um Playstation 3 e uma TV de alta definição, agora em dezembro, decidi que seria muito dinheiro gasto para pouco benefício, já que vejo mais filmes fora de casa – em salas de cinema ou na biblioteca da faculdade onde dou aula – do que lá.

Se meu notebook tivesse um leitor de Blu-Ray, provavelmente eu compraria também um player de mesa. Mas imagine a situação posterior: gastar R$ 90 (ou mais!) para comprar um filme no formato e não ter tempo para vê-lo, por não parar em casa? Fora de cogitação.

Além do mais, ainda tenho sérias dúvidas sobre o futuro do formato. A distribuição de cópias digitais de filmes em alta definição, de forma legalizada, avança a passos largos. Daqui a dois ou três anos, a gente vai poder baixar o conteúdo completo de um disco BD, sem sair de casa, e a um preço bem mais baixo do que custa o disco físico.

Mesmo assim, estou seriamente inclinado a iniciar minha coleção pessoal de filmes em Blu-Ray agora em dezembro. Sim, antes mesmo de comprar um player. Foi assim também com o DVD, já que comecei a comprar filmes no formato, em 1999, alguns meses antes de adquirir o aparelho (um Pioneer maravilhoso que continua na minha sala, nove anos depois).

A título de curiosidade, meu primeiro DVD foi “Matrix” (ganho em um amigo secreto). No dia em que comprei o aparelho, também passei numa loja aqui no Recife, chamada Aky Vídeo, e levei para casa “O Exorcista”. Esses dois filmes deram partida a uma coleção que já ultrapassou os dois mil títulos.

Mas voltemos ao assunto principal. Meu sonho de consumo imediato atende pelo nome de “Wall-E”. Todo mundo que lê o site deve ter percebido que o filme de Andrew Stanton encabeça a relação dos melhores lançamentos de 2008, na minha humilde opinião.

Pois bem: a Buena Vista vai cometer o crime de não lançar no Brasil a versão em DVD triplo disponível nos EUA. Aqui, o disquinho será simples. Ou seja, sem os documentários que esmiúçam o processo de criação do incrível desenho de som, por Ben Burtt. Documentários sobre a fotografia maravilhosa? Nenhum.

No auge do desespero, decidi comprar o DVD importado (como fiz com “Zodíaco”, de cujos documentários sensacionais a Warner também nos privou). Enquanto pesquisava os preços na Internet, dei de cara com um artigo escrito pelo ótimo crítico norte-americano James Berardinelli (www.reelviews.com).

Ele, que é um sujeito muito sensato e acumula conhecimento enciclopédico na área, já havia escrito alguns textos ressaltando como o Blu-Ray não lhe parecia um avanço tão significativo em relação ao DVD (apaixonado por “Patton”, Berardinelli comprou um PS3 apenas para ver o clássico com George C. Scott, e não viu nenhuma diferença para o filme projetado em DVD). Pois bem: o cara garante que “Wall-E” é o primeiro filme internacional cujo conjunto imagem/som parece realmente muito mais avançado no novo formato, deixando o antigo no chinelo.

O Blu-Ray brasileiro sai com todos os extras (ao inacreditável preço de RS$ 130). Um roubo. Mas sabe do que mais? Acho que vou comprar. Talvez compre junto a versão restaurada de “O Poderoso Chefão”. Seria um duplo incentivo para migrar, finalmente, para o mundo da alta definição. Como a TV digital chega ao Recife em 2009, apenas estaria me adiantando em alguns meses a uma mudança mais ou menos obrigatória.

Ainda não perdôo a Buena Vista pela lambança (repetida, pois fizeram o mesmo com o também genial “Ratatouille”). E não custa lembrar que a mesma empresa se recusa, até hoje, a lançar a belíssima edição especial de “Pulp Fiction” em DVD duplo no Brasil. Tomara que torrem no inferno dos VHS podres, aqueles executivos gananciosos. Pelo histórico, do ponto de vista do consumidor, a Buena Vista é a pior das grandes empresas distribuidoras de filmes no mercado nacional de vídeo doméstico.

Sei que deveria fazer algum tipo de boicote e não comprar o filme. Seria uma atitude sensata. Mas eu não sou sensato. E não quero me punir ao ficar sem os extras do longa-metragem que amo. Que seja bem vindo o Blu-Ray, pois.



Tudo OK com o site

10/11/2008 | Por Rodrigo Carreiro | Categoria: Blog

Chegamos ao fim do período de testes no Cine Repórter, conforme anunciado na semana passada. Trabalhamos duro para reduzir ao máximo o número de plugins do WordPress, mantendo a interatividade e a segurança do site.

Antes dos testes, tínhamos 44 plugins instalados no site. Um deles continha um script defeituoso que estava criando um conflito com o software instalado no servidor de hospedagem, gerando lentidão e mensagens de erro. A navegação andava lenta. Era comum ter páginas demorando 40 ou 50 segundos para carregar. Algumas nem carregavam.

Primeiro, desligamos quase todos os plugins. Só nove, essenciais, ficaram funcionando. Depois, fui ligando um a um, dia após dia, e observando como o site se comportava. Passei a cronometrar diariamente o tempo que uma página levava para carregar, a cada novo plugin religado. Tive resultados iniciais entre 8 e 9 segundos. Assim, estabeleci como limite aceitável uma média de 15 segundos por página.

No momento, temos 28 plugins instalados. Outros 16 foram eliminados. Curiosamente, percebi que o número de plugins instalados não altera significativamente o tempo de carregamento de uma página. Esse tempo poderia ser menor se o servidor de hospedagem estivesse localizado geograficamente mais perto do Recife (fica nos EUA), mas infelizmente não existe provedor brasileiro que ofereça um serviço tão estável e barato quanto o Dreamhost.

O tempo médio de carregamento continua entre 8 e 9 segundos. Identificamos o plugin defeituoso e o eliminamos do sistema. O tal plugin era responsável pela criação automática de links dentro dos textos das críticas. Ele se chama SEO Smart Links. Quem tiver um site WordPress e estiver pretendendo usá-lo, fica avisado de antemão: utiliza uma quantidade descomunal de memória do sistema e pode travar geral.

No geral, estou muito satisfeito (foi duro, deu trabalho, mas o resultou ficou realmente bom). Espero que vocês também estejam. Mas se alguém aí ainda estiver tendo alguma experiência ruim ao acessar o site, por favor, escreva e avise.



Velocidade de cruzeiro

06/11/2008 | Por Rodrigo Carreiro | Categoria: Blog

Não sei se vocês perceberam, mas desde que fizemos a faxina nos plugins do WordPress, aqui no Cine Repórter, a navegação parece ter se tornado muito mais eficiente. Estamos de novo em velocidade de cruzeiro.

Tenho testado o site em diversos computadores, em casa e no trabalho, com navegadores diversos (IE, Firefox, Chrome), e não tenho mais notado lentidão para carregar páginas. Também não recebi nenhuma mensagem de erro desde então. Vocês têm sentido essa melhora?

De qualquer forma, já religamos sete plugins. No final de semana, devemos repor outro tanto. E o melhor de tudo é que todas as funções consideradas de primeira necessidade já estão restabelecidas, sem prejuízo para a velocidade de navegação do site. Isso significa que o plugin defeituoso, com o script que deixa tudo lento, será desativado sem deixar saudades, assim que a gente descobri-lo.

Graças a essa melhoria acentuada na velocidade de navegação, também ficou bem mais fácil a atualização do site. Nos últimos dois dias, publiquei seis novos textos, atualizei outro tanto (movendo-os para a seção DVDs), incluí novos podcast e videocast (o conteúdo é o mesmo; decidi publicá-lo apenas como áudio para possibilitar que internautas sem acesso ao YouTube possam baixar e ouvir).

Outra coisa (antes que me cobrem): eu tinha escrito aqui que o este videocast seria de um clássico dos anos 1970, vencedor de Cannes. Não desisti desse; apenas o adiei, porque não fiquei satisfeito com o comentário que cheguei a gravar, muito longo e pouco didático. Devo editar de novo e publicar em duas semanas.



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