Guerra ao Terror

07/02/2010 | Categoria: Críticas

Kathryn Bigelow afasta a política do centro do debate sobre a guerra do Iraque e usa técnicas de documentário para mostrar a adrenalina dos soldados que patrulham o país

Por: Rodrigo Carreiro

NOTA DO EDITOR: ★★★★☆

Quem seguiu com atenção a carreira da cineasta Kathryn Bigelow, em filmes pouco conhecidos como o horror juvenil “Quando Chega a Escuridão” (1987), o misto de aventura esportiva e thriller policial “Caçadores de Emoção” (1991) e a ficção científica “Estranhos Prazeres” (1995) sabe que ela está longe de ser uma diretora ordinária e sem talento. Nesses títulos e em outros, trabalhando com gêneros bem distintos entre si, Bigelow sempre mostrou práticas estilísticas coerentes, cunhando uma maneira de filmar intensa e visceral, e mesclando esses exercício de estilo com uma preocupação incipiente em abordar temas sérios. Esta fusão parece chegar ao ápice com “Guerra ao Terror” (The Hurt Locker, EUA, 2009), drama de trincar os dentes que põe o espectador na pele de um militar vivendo uma experiência-limite de guerra, no Iraque de 2007.

O filme segue a rotina estressante do sargento William James (Jeremy Renner) nas ruas de Bagdá. Ele lidera uma equipe de soldados norte-americanos especializada em desarmar bombas. O trabalho dessa turma casca-grossa consiste em atender a chamados de moradores e militares iraquianos, em qualquer situação onde haja suspeita de atentado a bomba. Um carro abandonado, uma mala sem dono ou mesmo um simples fio elétrico solto no meio da rua podem indicar um atentado de grandes proporções. Ao grupo de James cabe a função de fazer uma varredura no local suspeito e, em caso de haver mesmo explosivos, desarmá-los.

Uma rotina permanentemente estressante como essa provoca efeitos emocionais devastadores sobre cada um dos soldados da equipe. Eles vivem sob o signo da ferocidade. Vêem a morte ao lado a cada minuto. Cada um tem uma válvula de escape: álcool, telefonemas para a família, sonhos com um futuro pacífico, psicólogos, prostitutas. James escolhe não ter válvula de escape; ele simplesmente mergulha de cabeça na adrenalina da guerra, vivendo-a tão intensamente quanto possível, como um viciado em crack. O sargento desafia a morte dia após dias, quebrando regras de conduta com freqüência e muitas vezes colocando-se (e à equipe) em risco.

O filme tem uma epígrafe, retirada de um livro sobre a guerra escrito pelo jornalista Chris Hedges em 2002: “A adrenalina da batalha é um vício potente e freqüentemente letal, pois a guerra é uma droga”. Essa sentença sintetiza com propriedade a abordagem de Bigelow. Na verdade, “Guerra ao Terror” se insere numa tradição que remete aos anos 1990, e que procura explorar o gênero fílmico – o drama de guerra – da perspectiva emocional dos combatentes. Nesse sentido, Bigelow nos oferece uma experiência diametralmente oposta àquela filmada por Sam Mendes em “Soldado Anônimo” (2005), em que Jake Gyllenhaal vivia um soldado estacionado no Iraque que ia à loucura com o tédio e a falta de ter o que fazer. Em “Guerra ao Terror”, há muito o que fazer – e o sargento William James parece sempre achar pouco.

A noção da guerra como uma droga que vicia casa à perfeição com o estilo cinético e feroz de Bigelow. Para obter o resultado mais realista possível, ela optou por levar uma pequena equipe à Jordânia, a 10 ou 15 quilômetros da fronteira com o Iraque, num ritmo alucinante que incluía de 10 a 12 horas de trabalho por dia. Filmou com um roteiro sem diálogos, permitindo improvisos, mas obrigando os atores a usar roupas e equipamentos militares de verdade. Além disso, o equipamento semi-amador utilizado – câmeras Super 16mm, formato de película semi-amador – favorecia a prática de um estilo documental de filmagens, com câmera na mão o tempo todo.

O resultado obtido leva a um novo patamar de intensidade o estilo enérgico que Bigelow já exibia nos filmes anteriores. Graças às câmeras Super 16mm, o diretor de fotografia Barry Ackroyd foi capaz de capturar close-ups extremos de olhos, mãos e dedos. Esta estratégia de “colar” a câmera nos atores é reforçada pela edição veloz, que recorre a quebras de eixo constantes e, nas seqüências físicas mais intensas, busca ângulos bizarros, a fim de provocar no espectador o mesmo tipo de vertigem experimentado pelos soldados cheios de adrenalina. O resultado é excelente, tanto do ponto de vista emocional (o público realmente sente o mesmo que os personagens) quanto do ponto de vista narrativo (apesar dos close-ups extremos e da edição rápida, entende-se com clareza o que está acontecendo).

Sob certo aspecto, “Guerra ao Terror” se desvia da primeira safra de filmes sobre a segunda guerra do Iraque – e que incluiu trabalhos como “Guerra Sem Cortes” (Brian De Palma), “Leões e Cordeiros” (Robert Redford,) e “No Vale das Sombras” (Paul Haggis), todos realizados em 2007 – e se abstém de realizar uma colocação política a respeito da guerra. Nesse sentido, “Guerra ao Terror” é uma obra neutra, apolítica, que evita julgamentos de ordem moral, inclusive no que diz respeito ao comportamento agressivo e instável do protagonista.

Parte dos cinéfilos mais versados tem acusado Kathryn Bigelow de não fazer mais do que aplicar a estética documental de filmagem e edição, popularizada pelo diretor britânico Paul Greengrass , ao gênero fílmico do drama de guerra. A presença de Ackroyd na equipe técnica parece, num primeiro momento, confirmar esta observação, já que o diretor de fotografia fez para Greengrass o ótimo “Vôo United 93” (2006). Há, contudo, dois aspectos a considerar a este respeito. Em primeiro lugar, a adesão a qualquer tipo de estética não significa, em si, um fato negativo; depois, filmes mais antigos da própria diretora, como o citado “Caçadores da Emoção”, já apontavam nesta mesma direção estilística, antes da popularização das técnicas intensificadas pelo diretor britânico.

Por fim, vale a pena mencionar o ótimo desempenho de Jeremy Renner no papel principal. Parte dos críticos norte-americanos grudou nele o rótulo de “Russell Crowe mais jovem”, e embora esse tipo de rótulo seja freqüentemente prejudicial aos atores, não há como negar que ele projeta o mesmo tipo de energia contida e prestes a explodir que o festejado ator neozelandês. A performance dele é valorizada pelas pequenas pontas de atores mais famosos (Guy Pearce, Ralph Fiennes, David Morse, Evangeline Lilly) e coroa um filme cheio de energia e vitalidade.

Curiosamente, “Guerra ao Terror” foi lançado no Brasil em DVD antes mesmo de aparecer nos cinemas dos Estados Unidos. Isso aconteceu porque o longa-metragem foi feito de forma independente, por relativamente parcos US$ 11 milhões, sem o apoio de nenhum grande estúdio de Hollywood. O disco, disponível no mercado nacional desde abril de 2009 com o selo da Imagem Filmes, contém apenas o filme, com boa qualidade de imagem (widescreen anamórfica) e áudio (Dolby Digital 5.1), mas sem extras.

- Guerra ao Terror (The Hurt Locker, EUA, 2008)
Direção: Kathryn Bigelow
Elenco: Jeremy Renner, Anthony Mackie, Brian Geraghty, Guy Pearce
Duração: 131 minutos

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32 comentários
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  1. Filmão hein, Rodrigo? Tenso pra caramba, do jeito que eu gosto, rsrs. Assisti esse filme duas vezes em dvd e agora vou vê-lo no cinema. É interessante ver um filme que custou “apenas” US$11milhões, bater de frente no oscar com uma megaprodução de US$ 200 milhões (fora o gasto com publicidade). Que vença o melhor, ou seja, The Hurt Locker, hehe.

  2. Rodrigo, já viu Lunar? Melhor ficção-científica de 2009, fácil!

  3. Só corrigindo: Avatar, o quarto melhor filme de ficção-científica do ano passado (atrás de Lunar, Distrito9 e Star Trek, rsrs), custou 500 milhões de dólares e não os míseros 200 que eu disse acima…

  4. Não vou me alongar
    O melhor filme do ano
    Arrebatador!!! 10 Clássico!!!

  5. vc acha que leva o oscar no lugar de avatar?

  6. Bom, analisado friamente é um bom filme, interessante, mas só isso. Não o acho o melhor de 2009. Só entre os concorrentes a melhor filme, considero “Bastardos Inglórios” e “Up” muito superiores. Quanto à disputa com “Avatar”, como escrevi no Twitter, impossível prever. São dois estilos de cinema muito diferentes entre si. Se dependesse de mim, sairia na frente. Mas perderia para o filme do Tarantino.

  7. @aridiniz OK, farei isso. Aqui vai a do mais recente, GUERRA AO TERROR: http://www.cinereporter.com.br/criticas/guerra-ao-terror/

  8. Para variar, mais um filme que ficará fora das estreias dos cinemas natalenses nesta semana. Até quando essa situação? Até quando? srsrsrsrs

  9. Pô, Kamila, mas esse aí, convenhamos, já está disponível em DVD há quase um ano… :)

  10. Rodrigo, e se eu te disser que NENHUMA das locadoras que eu conheço aqui, pelo menos as que eu frequento, possui este filme em seus acervos???

  11. Aí é absurdo mesmo. Bom, você sabe que existem outros meios, né? É chato e tudo, mas sempre tem o camelô mais próximo ou a Internet. Não pode é deixar de ver.

  12. Eu já tinha visto esse filme sem maiores espectativas e não entedia pq diabos um filme acima da média tava com cara (capa e nome em português do filme) de filminho de guerra com Douph Lundgren. O pior é que os atores principais não tem seus nomes na capa, que aparece é: Ralph Fienes, Guy Pearce e David Morse. Um engodo brabo, já que estes atores fazem pequenas pontas no filme, além de ser um falta de respeito com os atores do núcleo central.

    Já vi que não vão corrigir isso no Blue Ray, aparecem as fotos dos atores do núcleo principal, mas os nomes que continuam a aparecer na capa ainda são os mesmos.

  13. Isso é estratégia típica de distribuidora minúscula para atingir um público popular que de outra forma não prestaria atenção ao filme, Luzonaldo. Mas concordo contigo, é absurdo.

  14. Eu não baixo filmes pela Internet, Rodrigo, e nem nos meios alternativos encontrei esse filme. Acho que vou ter que esperar pelo relançamento dele em DVD.

  15. Bem, Kamila, eu tentei. :) Compreendo sua posição, também não gosto desse recurso, mas na minha visão, há casos em que não há outra maneira de chegar a certos filmes. De qualquer modo, boa sorte na espera.

  16. Cochilo da revisão (que eu sei que é vc mesmo quem faz, pois acompanho o site e sou fã): “experiência”, com “x”. É uma bobagem mas “Deus está nos detalhes”. De resto, só tenho elogios. E não é de hoje…

    Abção!

  17. Em primeiro lugar, apesar de gostar muito de filmes de guerra, nunca passou pela minha cabeça que este tipo de filme merecesse um Oscar com o melhor, com excessão de Apocalipse Now e, talvez, Nascido para Matar. Coincidentemente filmes que tratam da guerra do Vietnã e a criticam. Digo coincidentemente, pois, a guerra no Iraque está parecendo o lamaçal que foi a Guerra do Vietnã e, claro polariza opiniões.

    The Hurt Locker (achei a tradução ridícula e pode afastar algumas pessoas) é, para mim, o primeiro filme sobre a guerra do Iraque que pode se tornar um classico e só o tempo dirá isto.

    Como imagino que um filme para ganhar o oscar como o melhor, deve ter vários atributos que este tem como ótima e segura Direção, roteiro, efeitos especiais e os toques de drama e tensão (ainda bem que o ví pela manhã) além de excelente atuação e, porquê não, bons diálogos.

    Só sei que a disputa pelo Oscar este ano está quente.

  18. Rodrigo, consegui assistir ao filme! :-)

    Quero te parabenizar por essa crítica. Uma das melhores que eu li sobre “Guerra ao Terror”. De alguma forma, você colocou aí muitos dos pontos que me fizeram amar este filme. Desde esse tom documental, enérgico, eletrizante e ágil; passando pela decisão feliz da Bigelow de nos inserir nesta história (porque eu me senti mesmo dentro da ação, fiquei nesse clima de adrenalina o tempo inteiro) e culminando no fato de que ela se abstém mesmo de fazer qualquer suposição política sobre a segunda Guerra do Iraque. O olhar dela está no meio do conflito, naqueles que vivem a rotina diária nas ruas quentes de Bagdá e eu adorei isso. Achei um trabalho notável. Não me importaria se este filme vencesse “Avatar” na categoria principal do Oscar 2010 e, muito menos, se a Kathryn Bigelow ganhar o prêmio de Melhor Direção. Acredito que ela até merece por ter feito uma obra extremamente contundente e atual.

  19. Como te sigo no Twitter, Kamila, vi que você tinha ganho o DVD. Parabéns. :)

    Obrigado pelo elogio. Quero ler o que você vai escrever sobre o filme também.

    Se tivesse visto ele há dois anos, provavelmente teria dado cinco estrelas. Acho-o muito bom, melhor do que “Avatar” em vários sentidos, mas a parte do subtexto político (que preferi não analisar a fundo aqui porque senão faria um tratado) me pareceu meio covarde, até um pouco suspeita, quase pró-Bush em sua insistência de fugir do debate . Anyway, entre os candidatos com chance de ganhar o Oscar, certamente é meu preferido, e um belo filme de guerra atual.

  20. Legal saber que é teu favorito dentre os indicados ao Oscar. :-)

  21. Calma… :) Eu disse entre os candidatos com chance de ganhar o Oscar… entre os 10 indicados, eu o colocaria atrás de “Bastardos Inglórios” e também de “Up”. Mas depois desses dois, considero com certeza o melhor.

  22. Ah, entendido! :-) O meu favorito dentre os indicados ao Oscar continua sendo “Avatar”, mas, como eu disse, não me importaria se “Guerra ao Terror” ganhasse.

  23. Nessa concordo com vc Rodrigo, o filme é muito bom, tenso, bem filmado, mas foge da política da guerra do iraque, no fim das contas é mais um instrumento de deusificação do soldado americano… apesar que a cena dos ‘snipers’ é ótima para mostrar em que condições injustas os iraquianos lutam.
    Pra mim ‘bastardos inglórius’ fecha como melhor filme do ano mesmo, mas, se for pra escolher entre avatar e the hurt locker eu fico com o primeiro pelo que fez com o cinema, mais uma vez cameron trouxe o público de volta, e é disso que vive o cinema…

  24. O que aconteceu com The Hurt Locker (Guerra ao Terror) mostra como a propaganda pode traçar o destino de um filme. Fui o primeiro ser vivo deste planeta a postar, em abril de 2009, um comentário sobre este ótimo filme no site americano Amazon.com, após assisti-lo em DVD. O filme foi emergindo aos poucos e agora, indicado para 9 Oscars, está se consolidando como um daqueles filmes que inovam e tem personalidade própria. Enquanto a diretora Bigelow, ex-mulher de Cameron, se arrastava e suava nas areias do deserto, o seu ex devia estar “confortavatarelmente” em algum estúdio com ar condicionado simplesmente coordenando um esquadrão de GERENTES DE CENAS para fabricar o fraco, raso, superficial, etc Avatar… que, aliás, tem vários cenários DESCARADAMENTE COPIADOS dos trabalhos do artista Roger Dean (pesquisem no Google). Espero agora o Blu-ray de Guerra ao Terror, que de acordo com o site da highdef digest, está fantástico !!! Aliás quem tem Blu-ray não quer mais saber de DVD !!!

  25. Dos filmes que vejo, leio pelo menos 3 críticas, com o objetivo de aprender um pouco sobre cinema, pois sou apenas uma cinéfila sem nenhuma formação ou conhecimento teórico do assunto. Acho você o mais exigente de todos, único que não deu 5 estrelas a este filme. O melhor na minha opinião, dos que já vi, concorrentes ao Oscar

  26. Interessante seu comentário, Mabel. De minha perspectiva, não me acho exigente, não. De todo modo, como normalmente eu – por força da profissão – costumo ver bem mais filmes do que a maioria dos leitores, talvez isso se reflita na nota. Mesmo assim, creio que quatro estrelas é uma nota muito boa. Cinco é nota reservada a filmes perfeitos, e isso eu não acho que “Guerra ao Terror” seja.

  27. Análise modesta. O filme é muito mais do que andam dizendo por aí. Obra-prima absoluta. O tempo fará justiça a ele. Nota 10.

  28. Vi hoje à noite o filme no cinema. Uma experiência e tanto ! Confesso que me surpreendi e gostei mais do filme pela perspectiva de sua realização do que pelo drama de guerra em si. Acho que a opção de se abster em se posicionar politicamente retira alguma força ao filme da Bigelow. Mas é uma película que acrescenta ao gênero sem sombra de dúvidas, e, sem ser machista (e talvez já sendo), a gente fica de queixo caído em ver uma mulher dirigindo um filme tão cheio de testosterona e com tanto vigor !
    Agora, só uma perguntinha básica, Rodrigo. Eu até que tentei achar mas até agora não encontrei o sentido da expressão “The hurt locker”. Vc pode me dar uma pista ? rsrs… Ah ! E fiquei contente de ver em pleno Carnaval os cinéfilos comentando aqui. Porque não somos só o país do Carnaval, ou do futebol, ou do samba, etc., etc. Abraço !

  29. Literalmente a expressão significa algo como “Armário do ferimento”… o que não ajuda muito. :) Mas segundo a Wikipedia, é uma gíria para a situação de ser ferido durante uma explosão. Já ouvi dizer que a expressão se refere à armadura que os soldados usam pra tentar se proteger das bombas (como na seqüência inicial). Não sei exatamente a resposta, mas é por aí.

  30. Não sou muito fã de filmes de guerra, enfim. Gostei, mas não achei INCRIVELMENTE FANTÁSTICO.
    Assisti o filme hoje e, como já comentaram acima, acho que ele não está sendo muito bem vendido. Sem exagero, já não tinha muita gente na sala e saíram umas seis pessoas durante o filme( três delas na cena em que ele tira a bomba do cadáver bomba).

  31. Valeu, Rodrigo ! Além de agradecer, aproveito pra perguntar se vc vai estar entre os debatedores dos “filmes do Oscar” deste ano, promovido pela UCI. Começa agora, né? Dê notícias ! Abração !

  32. Vou sim, Andrea. Comento “Invictus” na terca-feira. Apareça!

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