Oito Milímetros

30/09/2003 | Categoria: Críticas

Longa de Joel Schumacher enfoca lenda dos snuff movies, mas não consegue dar medo

Por: Rodrigo Carreiro

NOTA DO EDITOR: ★★☆☆☆

“Oito Milímetros” (8MM, EUA, 1999) é a tentativa de redenção do diretor Joel Schumacher. Depois de praticamente afundar a série Batman com o terrível “Batman e Robin”, massacrado pela crítica e pelo público, Schumacher passou um tempo na geladeira. Preferiu escolher cuidadosamente o próximo projeto.

Por isso, investiu num projeto seguro. Roteiro do elogiado Andrew Kevin Walker, responsável pelo script de “Seven”. Elenco encabeçado por Nicolas Cage e com o promissor Joaquin Phoenix. E um tema misterioso: o submundo da indústria do cinema, onde pornografia se confunde com violência.

A história é simples. Um detetive é contratado pela viúva de um industrial riquíssimo para um trabalho bem estranho. Tom Welles fica sabendo que o maridão guardava no cofre um rolo de filme de 8 milímetros, com alguns minutos que mostram torturas e o assassinato de uma mulher. O que a viúva quer saber é se a garota está morta de verdade.

A partir daí, Cage – com cara de bobo por todo o filme – se embrenha pelo submundo da pornografia de Los Angeles (EUA), em busca de pistas. Conhece o balconista Max (Phoenix), melhor personagem da fita, um músico fracassado que vende fitas pornô para sobreviver. Ele o ajuda na busca.

Na verdade, o filme transpira o medo de Schumacher de não ser aceito pela crítica. Até mesmo o roteiro ficou desigual: guarda diálogos interessantes e passagens de um moralismo que beira o ridículo, e deixa de aproveitar insights que poderiam ter enriquecido muito o filme. Não é o melhor de Schumacher, mas dá para assistir. Em DVD, há um making of e comentário em áudio do diretor.

– Oito Milímetros (8MM, EUA, 1999)
Direção: Joel Schumacher
Elenco: Nicolas Cage, Joaquin Phoenix, James Gandolfini
Duração: 134 minutos

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