Planeta dos Macacos (2001)

08/01/2005 | Categoria: Críticas

Refilmagem de clássico da ficção científica tem visual gótico impressionante, mas roteiro fraco

Por: Rodrigo Carreiro

NOTA DO EDITOR: ★★★½☆

O lançamento do novo “Planeta dos Macacos” (Planet of the Apes, EUA, 2001) deveria servir de lição aos estúdios e distribuidoras do mundo inteiro, pelo menos no aspecto da organização. Apesar do cronograma apertado, os prazos foram todos cumpridos à risca pelo diretor Tim Burton: o filme foi finalizado apenas uma semana antes do lançamento, em agosto último, e somente três meses se passaram antes que um pacote duplo em DVD chegasse às locadoras.

Já os méritos artísticos do filme em si são bastante discutíveis. Embora seja uma aventura agradável de visual bacana, o senso comum já o elegeu como obra mais fraca da carreira do diretor. O final do filme, incompreensível para muitos, é motivo principal de toda a polêmica em torno da refilmagem. Houve quem esperasse pelo DVD apenas para conferir o comentário em áudio de Tim Burton, para que o próprio diretor pudesse esclarecer a dúvida.

Para essa turma, o luxuoso disco duplo da Fox é uma decepção: o cineasta enrola durante quase dez minutos para dizer que o único propósito do enigmático final não teve absolutamente nada a ver com criatividade ou inspiração. O motivo foi mesmo financeiro – Burton quis deixar uma porta aberta para que o estúdio realizasse uma continuação, se assim o desejasse. Ele aproveita, no comentário, para descartar a idéia de dirigir um segundo filme. O pior é que esse comentário não tem legendas em português.

Portanto, o lançamento é altamente recomendado, mas apenas para fãs da refilmagem do clássico de 1968. A história conta a saga do astronauta Leo Davidson (Mark Whalberg, numa interpretação desinteressada), que, ao tentar recuperar um macaco lançado no espaço durante uma tempestade elétrica, num futuro próximo, acaba caindo num planeta aterrorizante, dominado por gorilas e chimpanzés falantes, onde os humanos são escravos.

O visual extravagante estilo “pré-história gótica” e a maquiagem impressionante e assustadora dos macacos são o ponto alto do filme. Já a atuação de Whalberg e as soluções narrativas que se afastam do impacto gerado pelo filme original parecem fracas e pouco inspiradas. O destaque vai para a interpretação fascinante de Tim Roth, na pele do general Thade, um chimpanzé violento. De resto, a aventura não apresenta o subtexto inteligente e nem o final impactante da obra original. Mesmo assim, é diversão garantida.

Paradoxalmente, o DVD duplo de “Planeta dos Macacos” é um dos lançamentos que melhor aproveitam as possibilidades do formato. O primeiro disco apresenta o filme (a transferência de imagem beira a perfeição, e o som pode ser conferido em Dolby Digital 5.1 e DTS) com dois comentários em áudio, um de Tim Burton e outro do compositor Danny Elfman. Nesse último caso, pode-se ouvir toda a trilha sonora, repleta de metais e percussão, de forma isolada, enquanto os comentários vêm nos intervalos.
Durante a exibição do filme numa opção especial ainda se pode ter acesso a entrevistas e cenas de bastidores de várias cenas. São oito segmentos, entre 3 e 8 minutos cada, que estão espalhados pelo filme e podem ser vistos de duas formas: clicando-se num pequeno ícone em forma de macaco que aparece aleatoriamente ou vendo as cenas numa janela que se abre na parte inferior da tela. Para ter acesso a essas opções, é preciso ver o filme sem legendas.

O disco 2 está dividido em cinco segmentos. Merece maior destaque o primeiro, espécie de documentário temático de 115 minutos, dividido em sete assuntos (os melhores são os dois primeiros, que retratam o treinamento dos atores na escola de macacos e a maquiagem dos símios, em quase uma hora de imagens). No quarto segmento, dedicado aos materiais promocionais, temos ainda um documentário que é uma espécie de versão resumida (26 minutos) do primeiro. Praticamente todo o material deste disco possui legendas em português.

- Planeta dos Macacos (Planet of the Apes, EUA, 2001)
Direção: Tim Burton
Elenco: Mark Whalberg, Helena Bonham Carter, Tim Roth
Duração: 119 minutos

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4 comentários
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  1. Queria que alguem mandasse para o meu e-mail, a explicação do final do filme Planeta dos Macacos do ano 2001 de Tim Burton, pois ninguem sabe me dizer o que aconteceu no final daquele filme.
    Fico no aguardo.

  2. David, imagino que o autor quis mostrar no filme que existem universos ou realidades paralelas.
    Quando o astronauta volta do futuro, despenca numa outra possibilidade de existência terrestre, onde os macacos imperam e o heroi dos mesmos é um “ascendente” do General Thade (com menção honrosa a uma reprodução símia da imagem de Abraham Lincoln).

    Espero que tenha visto a saga inteira de Planeta dos Macacos; garanto que os primeiros são muito melhores, principalmente o 1 e o 2.

    Até mais!!!

  3. final é simples . na terra começaram a alterar geneticamente os macacos .
    na nave alienigena os macacos tb eram alterados . quando o macaco atravessou portal dimensional o astronaldo foi atras . e em seguida a nave mae . que chegou centenas ou milhares de anos atrasado em relação ao astronalta e o macaco . os simeos se rebelaram e evoluiram e dominaram aquele planeta . os humanos que sobreviveram povoaram tb o planeta .
    quando o astronalta volta para terra ele volta no futuro . quase 100 anos alem do tempo real quando ele saiu e esses macacos alterados geneticamente . ja tinham dominado o planeta.

  4. Óbvio. A nave foi atrás do astronauta porém chegou centenas de anos antes. Os habitantes da nave povoaram o planeta. Lembrando q os macacos eram alterados geneticamente. Tanto na nave quanto na terra. Quando o astronauta voltou a terra. Antes de ele.pegar o.portal o ano era 2029 e quando ele voltou. Ele voltou no futuro. Onde os macacos já tinham dominado o planeta.

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