Bastardos Inglórios
05/02/2010 | Categoria: DVDLonga-metragem de Quentin Tarantino é pura celebração cinéfila, exercício impecável de carpintaria cinematográfica, desfile ininterrupto de diálogos memoráveis e interpretações brilhantes
Por: Rodrigo Carreiro
NOTA DO EDITOR: 




Uma das críticas mais recorrentes a filmes que encenam acontecimentos (ficcionais ou não) relativos a algum período específico do passado diz respeito à fidelidade histórica. Historiadores, profissionais ou amadores, reclamam que o processo de ficcionalização desrespeita esse ou aquele detalhe, distorce determinado personagem real, ou coisas afins. Esse tipo de crítica, por si só, é rebatível com certa facilidade, pois exige da imagem audiovisual pertencente a um regime específico (a narrativa ficcional) um tipo de leitura oriundo de outro regime (o registro documental). “Bastardos Inglórios” (Inglourious Basterds, EUA, 2009) traz uma infinidade desses detalhes que horrorizariam historiadores. E esses detalhes ajudam a fazer do filme mais uma obra-prima assinada por Quentin Tarantino.
Projeto de cabeceira que o diretor burilou durante mais de 10 anos, “Bastardos Inglórios” é uma celebração cinéfila, um exercício impecável de carpintaria cinematográfica, um desfile ininterrupto de diálogos memoráveis e interpretações meticulosas que fazem do filme uma autêntica coleção de momentos antológicos, de ritmo e execução irretocáveis. Se lhe disserem que “Bastardos Inglórios” é um filme de ação sobre a II Guerra Mundial, não acredite – até porque existe muito pouca ação (no sentido físico) dentro do longa-metragem. “Bastardos Inglórios” não está interessado em se tornar mais um dos muitos relatos ficcionais a respeito do maior conflito bélico do século XX (algo que a seqüência final dentro do cinema deixa explícito, pois reinventa completamente a História). Quer, apenas, proporcionar aos apaixonados pelo cinema a chance de passar duas horas e meia com um sorriso de orelha a orelha grudado no rosto.
Pois bem: a história se passa na região da França ocupada pelos nazistas, entre 1941 e 1944. À moda críptica de Quentin Tarantino (é importante notar que a cronologia não-linear, presente desde sempre no trabalho dele, parece integrada mais organicamente à história, sem chamar tanto a atenção para si, como acontecia em “Pulp Fiction” ou “Kill Bill”), o enredo justapõe a execução de dois planos independentes e um tanto desajeitados para executar membros do alto comando nazista. Um deles é executado por um pelotão de soldados norte-americanos infiltrados dentro das linhas inimigas, com a singela missão de matar nazistas com o máximo possível de violência – são os Bastardos do título, liderados por um tenente caipira (Brad Pitt). O outro é levado a cabo por Shosanna (Mélanie Laurent), jovem mulher sobrevivente de uma família judia executada pelos alemães.
Os dois planos vão convergir e se chocar dentro de um pequeno cinema nos subúrbios de Paris, numa noite inesquecível tanto para os personagens quanto para os espectadores do lado de cá da tela. Até chegar lá, contudo, tanto os Bastardos quanto Shosanna terão que superar uma série de longos e tensos duelos verbais, muitas vezes liderados pelo tenente-coronel Landa (Christoph Waltz), astuto oficial nazista de sorriso matreiro e modos ambivalentes, que fala francês, inglês, italiano e alemão fluentes. Aliás, em que pese a qualidade coletiva espetacular das interpretações, em sua maior parte conduzidas por atores franceses e alemães semi-desconhecidos, pode-se afirmar com segurança que Waltz rouba o filme para si. Ele consegue a proeza de soar divertido e sedutor ao pedir um copo de leite, em determinada cena, e horrivelmente ameaçador ao pedir outro copo de leite, com o mesmo sorriso rasgado, num momento subseqüente. Não é à toa que ganhou o prêmio de melhor ator em Cannes 2009.
Reconhecendo implicitamente que a mais impressionante de suas muitas virtudes está na qualidade dos diálogos que produz, Tarantino estrutura o filme em meia dúzia de segmentos, cada um contendo um longuíssimo confronto verbal como centro de gravidade narrativa. Todas essas seqüências, sem exceção, são jóias cinematográficas da melhor espécie: carregadas de rico subtexto, magnificamente interpretadas, dirigidas com sobriedade e discrição, e imbuídas do mais impecável tratamento do tempo fílmico. Não há uma nota sequer fora do lugar. À moda de Hitchcock ou Sergio Leone, Tarantino maneja a condução dessas seqüências como um mestre da construção cinematográfica; ora dilata o tempo para produzir tensão na platéia até o limite do suportável, ora espreme e acelera o andamento em breves suspiros de alívio que nos preparam para a próxima dose de energia cinéfila inesgotável.
O resultado dessa perfeição do manejo da técnica cinematográfica é algo ímpar – torna-se impossível desgrudar os olhos da tela, tamanho é o grau de magnetismo que dela emana. Tome-se como exemplo o prólogo, que mostra uma visita do coronel Landa a uma família de agricultores franceses. A cena consiste, essencialmente, de uma conversa entre dois homens em torno de uma mesa. Eles conversam em francês e inglês, fumam cachimbos e tomam leite. Ao fundo, ouvem-se mugidos esparsos de uma vaca e o cacarejar de um pássaro, enquanto o oficial alemão filosofa sobre a natureza de ratos e falcões, num daqueles diálogos eletrizantes e elípticos que consagraram a obra de Tarantino. O tique-taque de um relógio de parede amplia a tensão. A cena dura 19 minutos (só consegui cronometrar na segunda revisão, já que é tão intensa e magnética que simplesmente não conseguia desviar a atenção da tela e olhar para o relógio), e se sustentaria perfeitamente sozinha, como um filme independente.
Claro, sublimes não são apenas diálogos e interpretações; todos os demais elementos da carpintaria narrativa contribuem para tornar a seqüência um primor de construção cinematográfica. O desenho de produção entra com os sugestivos cachimbos, reveladores da personalidade de cada homem; a montagem contribui com a valorização dos planos de reação, enquanto a câmera de Robert Richardson (um mestre da iluminação elegante, discreta e eficiente) aproxima-se aos poucos dos rostos dos atores; o desenho de som ajuda a modular a intensidade da tensão, acrescentando ou eliminando pequenos ruídos do exterior da cabana que alteram sutilmente a percepção do espectador para a tensão; e há a música, claro, remix de um dos temas de Ennio Morricone para “Três Homens em Conflito” (1966), obra de cabeceira do cineasta americano. A cena inteira, aliás, é uma espécie de homenagem discreta à seqüência de apresentação do personagem de Lee Van Cleef deste mesmo filme de Sergio Leone, acrescida de um roteiro que só poderia ter saído da pena de Tarantino.
Há diversos outros momentos do mesmo calibre no decorrer de “Bastardos Inglórios”. Preste atenção no primeiro encontro dos integrantes alemães dos Bastardos com a espiã dos Aliados (a atriz germânica interpretada por Diane Kruger), que acontece dentro de uma pequena taverna no porão de um bar – 27 minutos de diálogos, que ora apertam, ora afrouxam a tensão (novamente, só consegui cronometrar na revisão, pois da primeira vez eu estava torcendo para que a cena não acabasse nunca). Ou atente para o encontro-surpresa reservado a Shosanna quando da visita a um proeminente restaurante chique, a fim de conhecer um dos mais brilhantes cérebros nazistas.
Se nada disso lhe bastar, simplesmente espere pelo glorioso final dentro do cinema, que arremata com chave de ouro um dos melhores filmes de 2009. É um final que deixa claro, aliás, quão pouco preocupado estava Tarantino com a questão da precisão histórica. Estamos, afinal, no campo da ficção pura, da celebração do cinema como construção de afetos – e há pouca gente com o estilo, a precisão e a qualidade do autor norte-americano em ação atualmente.
O DVD de locação da Universal é simples. O filme comparece com boa qualidade de imagem (widescreen 2.35:1 anamórfica) e áudio (Dolby Digital 5.1). Entre os extras, galeria com cenas inéditas ou estendidas (três ao todo, somando 11 minutos), o “filme dentro do filme” completo estrelado por Daniel Brühl (6 minutos, dirigido por Eli Roth, diretor amigo de Tarantino que faz o bastardo do taco de beisebol no filme) e mais quatro trailers.
- Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, EUA, 2009)
Direção: Quentin Tarantino
Elenco: Christoph Waltz, Brad Pitt, Mélanie Laurent, Diane Kruger, Michael Fassbender
Duração: 153 minutos

(40 votos. Média de 4,55 em 5)


Quero ver todas essas cenas que você citou
XXX
Acabei de ver e estou na dúvida em dar ou não cotação máxima ao filme. Achei o final ousado em demasia, mesmo para quem se propõe a fazer cinema e não em contar a história mundial. Porém e daí? É cinema poxa. Alías, explosão de cinema literalmente. Filme espetacular e o diálogo sobre falcões e ratos é imbatível. Concordo com a soberba interpretação de Christoph Waltz, mas o que falar do resto do elenco? Incluído um ótimo Brad Pitt?? E Daniel Brühl que reafirma seu talento pós Adeus Lênin?? E Mélanie Laurent que surpreende e se mostra para o mundo??
Enfim é simplesmente absurdo o filme de Tarantino e é sim um clássico nota 10
Maravilhoso!!!
Quanto ao filme, concordo com você, desejamos que as cenas não acabem nunca – aquela da taverna é o máximo da mistura de humor, tensão e diálogos inteligentes que eu já vi na minha vida.Nesta década, para mim, apenas O Cavaleiro das Trevas e Sangue Negro(olha aí outro vilão antológico), são páreos para os Bastardos de Tarantino.E o oscar de roteiro original e ator coadjuvante é barbada, não?
Você viu a apresentação? Gostou? Foi muito rápida mesmo. Mas mesmo assim bacana.
Filme excelente, melhor do ano pra mim.
Sei que é questão de opinião, mas queria entender se você está fazendo referência, dentro da afirmação “visão tola”, sobre o diálogo que expressa, de forma “perfeita”, o racismo que gera sentimentos e atitudes de desqualificação das vítimas de sua condição humana… Eu vibrei com a cena por tocar nesse ponto importantíssimo da discussão racial – na linha de pensamento de teóricos como Paul Gilroy (obra: Entre campos: nações, culturas e o fascínio da raça).
Digo visão tola pois é demasiadamente simplista e esteriotipata. A película retrata os soldados alemães como o mal a ser combatido, em nome de um objetivo supostamente justo – vingança contra as barbaridades perpetradas pelo Nazismo. Só que o que não é posto no seu devido lugar é que há uma diferença gigantesca entre ser nazista e ser alemão, ou ainda, entre ser nazista e pertencer ao exército alemão durante a segunda guerra mundial. Assim que, o fato de um alemão ter servido ao seu país naquele momento não implica dizer que haja uma identificação ou concordância do mesmo com o ideário Nazista. Ademais, vale assinalar que a grande maioria da população alemã, incluindo os níveis baixo e médio do exército (sua maioria, portanto), desconheciam por completo as políticas de genocídio empreendidas pela cúpula Nazi. Por fim, nunca é demasiado lembrar que foi o próprio povo alemão uma das maiores vítimas do nazismo, calcula-se que ao todo morreram cerca de 7 milhões de alemães, entre civis e militares, durante a segunda guerra mundial. O problema é que toda essa gente morreu de verdade, e não só nas telas de cinema, deixando assim um sem número de famílias e sonhos destruídos para sempre.
Com relação ao autor citado, uma vez que desconheço sua obra, abstenho-me de fazer comentários.
Sds.
1) O filme jamais confunde alemães com nazistas. Pelo contrário: há diversos personagens alemães que lutam contra o nazismo.
2) Essa história de que a maior parte da população alemã não sabia das atrocidades de Hitler é um aspecto profundamente controverso, com o qual a maior parte dos historiadores (inclusive alemães) discorda.
Rogério, quanto ao seu comentário, a coisa é simples: lê até o final quem quer. Quer acha longa, ruim ou chata simplesmente lê até onde desejar e vai embora. Sem deixar saudades. Sua opinião sobre Tarantino, como qualquer opinião (inclusive a minha), é só isso mesmo: uma opinião.
p.s.: ao mesmo tempo é filme de guerra, ou seja, sem vilôes, Brad Pitt é tão mal quanto Landa.
Atualmente vivo na Espanha, e, como você, já tive a grata oportunidade de estar um par de vezes na Alemanha. Concordo totalmente com os seus elogios ao mencionado país, pois de fato são merecidos.
Todavia, sou obrigado a discordar das suas duas observações posteriores, pelo seguinte:
1) Nada obstante realmente existirem personagens alemães contrários ao nazismo, o filme em nenhum momento distingue soldados alemães de nazistas. Pelo contrário, faz confusão, como já havia indicado no post anterior, senão vejamos. O discurso inicial do Ten. Aldo Raine é para que seus comandados matem e recolham os escalpos de Nazis, contudo, em diversas ocasiões posteriores, o que vemos serem mortos indiscriminadamente são soldados rasos, pelo simples fato de usarem o uniforme do exército alemão. Isso ocorre, p. exemplo, na cena em que massacram um Sargento (não estou seguro da patente), em razão de este negar-se a delatar a posição de sua tropa, evitando assim colocar em risco a vida de soldados alemães. Tal sacrifício, se encarado pela ótica inversa, sem o estereótipo do alemão nazista-mal, seria considerado um ato de bravura e coragem; lá é representado como estupidamente inútil. Depois, ato contínuo, marcam a testa do soldado delator com uma suástica, para que este carregue para sempre a estigma de ser um Nazista, mas, pergunto-lhe, o que leva a crer que aquele simples soldado raso pertencia ao partido Nazi???
2) É indiscutível que havia amplo conhecimento público dos atos empreendidos pelos Estado alemão com o objetivo de segregar e aprisionar judeus durante a II guerra, até porque estes fatos faziam parte do cotidiano da população. Agora, disso a afirmar que a maioria da população alemã conhecia o extermínio sistemático do povo judeu e de outras minorias (ciganos, homossexuais, dissidentes) há uma diferença enorme. Os campos de concentração ficavam, em sua maioria, em locais afastados dos grandes centros urbanos, e, ademais, não interessava ao Estado alemão fazer propaganda de tais feitos genocidas (como de fato não houve). Se algum historiador afirma que a maioria dos alemães tinha conhecimento do holocausto, que explique e prove como esse conhecimento chegou a eles.
Assim, sustento minha opinião inicial, a Segunda Guerra Mundial é um tema demasiadamente sério para ser tratado de forma tão simplória. Posso estar sendo muito rigoroso, mas acho que determinadas abordagens sobre o mencionado tema deveriam ser evitadas em respeito à memória dos envolvidos.
Agora, devo dizer que não compartilho desse tipo de revisionismo light que está em moda atualmente (falei sobre esse movimento em textos sobre filmes como “O Leitor”), e que buscam humanizar a figura do carrasco nazista. Há casos famosos de historiadores que começaram assim – o caso mais famoso é o de David Irving – e terminaram questionando o Holocausto. É preciso muito cuidado com isso. Abraços.
p.s: rastros de ódio até hoje gera discussões sobre o racismo ou não do filme…
Dito isso e ficando claro que o filme é ficção (quase) pura, não há muito que se discutir: um dos melhores filmes já feitos (porém com o intuito “apenas” de divertir – e de uma forma ou de outra ainda faz com que tenhamos que refletir sobre a relaçaõ realidade/ficção, e como a ficção pode usufruir da outra, até que certo ponto isso é permitido…olha como uma simples ficçao pode até dar uma dissertação heim rsrsrsrrsrs….)
Enfim, um cinema tão arrebatador que como já foi dito antes, só depois de muitos anos será compreendido em sua totalidade, como um bom vinho chegará no auge do sabor, mas já nasceu saborosíssimo!
Parabéns pela crítica, externou fielmente meus sentimentos.
Além disso, as cenas de humor me incomodaram; não dispenso uma ironia bem colocada mas assuntos nazistas não casam, definitivamente, com o riso sendo que, no caso específico deste filme, os momentos de comédia se tornaram impróprios e, até certo ponto, irritantes.
É um trabalho interessante olhando por alguns ângulos, mas nada inovador olhando por muitos… As idéias poderiam ser muito melhor trabalhadas, dando menos ênfase à violência over done tarantinesca. Mais sério, como Nicht Alle Waren Mörder, para citar filmes dessa linhagem.
Gostaria de saber se tem alguma forma de mantermos algum contato, pois sou um entusiasta da setima arte, e gostaria de aprender, sobre tecnicas cinematograficas. Obrigado.
Eu não entendi o filme e você sim. Não tinha percebido.
Obrigado por avisar.
Sds.
não existe fato histórico no cinema, nem mesmo nos pretensos filmes históricos. a história ficcionalizada pode ser fiel aos arquivos e documentos ou o fato histórico pode ser subvertido para transmitir um ponto de vista. tarantino não está criticando a História, o fato tal como está nos livros. tarantino está satirizando os filmes de pretensões historicistas, que não são necessariamente ruins.
finalmente alguém fez o óbvio cinematográfico: matar hitler e o séquito de nazistas.
tarantino fez cinema e o povo querendo discutir história!
A cena inicial do capítulo cinco (com título: A Vingança da Cara Gigante [perfeito!]) é maravilhosa, é a cena em que a Shosanna aparece se arrumando, mostrando o preparativo da vingança. Que cena estupenda, adorei, a trilha ajuda muito. E ela está linda.
Gostaria muito de assistir esse filme ‘destrinchado’, com comentários sobre cada cena, sobre cada homenagem. Que filme.
O mais interessante é o início, digo, o título do filme é sobre o ‘grupo’ que mata nazistas, e os trailers mostram mais cenas deles, fui assistir esperando mais um filme de ação, com cenas deles e tal, só que o filme começa extremamente parado, alias totalmente PARADO! (e sem o grupo). Fiquei realmente com um pé atrás com essa situação, mais de 10 min. só de bate papo, claro que a cena dá uma virada sensacional e faz você se prender a cadeira. Achei isso espetacular mesmo. Muito bom.
Gostei do filme e pergunto, Rodrigo, acha que vale Oscar?
Muito boa crítica sobre o filme. Curti bastante.
Inclusive gostei do filme, não tanto quanto você, mas gostei sim. Só que me pergunto as vezes, não estaria a formula de Tarantino desgastada? Apesar de ser um ótimo filme, os filmes dele me parecem como uma receita de bolo (muitas vezes com otimos ingredientes como dialogos muito bem formados, essa sensação de ação causada no telespectador, etc) porem para mim desgastada já. Gostei bastante de bastardos inglórios, mas filmes anteriores de Tarantino como Pulp Fiction, Cães de Aluguel e o proprio Kill Bill me surpreenderam mais.
Abração.
PS.: Curti muito seu site, vou acompanhar sempre suas criticas.
Mas, 5 não é exagerado, não? É um bom filme, mas não acho tudo isso que estão dizendo.
O Tarantino é muito competente e tudo, mas ainda prefiro outros diretores como o Scorsese, Mann ou Friedkin, só para citar alguns
O que me chamou atenção no filme foi a bela fotografia e atuação de Christoph Waltz. Não gostei muito da trilha sonora. Bastardos não é uma unanimidade, só para citar como referência o site Rotten Tomatoes, que compila notas de críticos — http://uk.rottentomatoes.com/m/inglourious_basterds/ — até o momento registra 88% de aprovação com nota média de 7.6. O que é um nota muita alta, mas não unanimidade. Acho mais válido que o IMDB.
Mas ainda acho Cães de Aluguel bem melhor. Não gostei tanto de Pulp Fiction.
O problema (para alguns uma virtude) de Tarantino é que tudo dele é referências a filmes obscursos ou cults. Vou citar um só exemplo, no próprio Cães de Aluguel a cena que o personagem de Michael Madsen joga gasolina num policial lá foi “chupada” de uma obra bem oscura de ’83 chamada Vigilante (no Brasil, Os Vigilantes) de William Lustig. Ninguém conhece o filme de Lustig, no entanto conhecem a de Tarantino. Para mim é um defeito (e grave) principalmente quando sua obra toda é fundamentada assim. Isso é praticamente plágio. Não gosto desse estilo de fazer cinema. O cinema de Tarantino é essencialmente de homenagem. O próprio título de Bastardos é tirado de um filme italiano de Enzo Castellari. Referência é válida, mas não tanto.
Bom eu olhei suas outras críticas dos filmes do Tarantino e você deu nota máxima para vários deles. Imagino que deva ser seu diretor favorito ou um dos deles.
Sobre a fórmula de Tarantino estar, eu concordo, inegável está. O filme lembra muito Pulp Fiction nas cenas de diálogo.
Fico feliz que você considere o Oscar, “comercial”. Pois já vi críticos defendendo a unhas e dentes essa festa. E nós sabemos que lá nem sempre é o melhor que ganha.
Mas como você disse aí, tudo é apenas uma questão de opinião. Cinema não é ciência exata.
Parabéns pelo site e pelas críticas.
COMO DE PRAXE ADOREI A TUA CRITICA QUE LI ANTES DE VER O FILME. ACHEI O FILME UMA OBRA-PRIMA . TUDO QUE TA NA TUA CRITICA FECHA ,MAS TEM UMA COISA QUE NAO CONSEGUI ENGOLIR QUE E O FINAL OU SEJA O LANDA VIRAR A CASACA . PRA UM ROTEIRO QUASE PERFEITO ACHO QUE MERECIA UMA COISA MAIS CRIATIVA , MAIS INTELIGENTE PRINCIPALMENTE COM O PERSONAGEM MAIS INTERESSANTE QUE ELE TARANTINO CRIOU NO SEU ROTEIRO . A PROPOSITO, REVI POUCO TEMPO ATRAS UM FILME QUE AMO E ACHO QUE TEM UM ROTEIRO PRIMOROSO E QUE E GENIAL , ERA UMA VEZ NO OESTE . GOSTARIA MUITO DE SABER SE TU GOSTOU DESSA VIRADA DO LANDA ,TAO INFANTIL,PRA UM PERSONAGEM TAO INTELIGENTE COMO ELE.CONCORDAS OU ACHAS QUE FICOU OTIMO ASSIM. AGUARDO ANSIOSO TUA RESPOSTA . UM ABRACAO SANDER HAHN
Desconsidere o meu E-mail anterior.Desculpe, viagei na maionese .Obrigado
Sander
Certissimo.Agora me ajudasse bastante .Entendi perfeitamente.Obrigado pela resposta rapida e certa.Por essas e outras que es o Cara.Valeu.Vou rever o filme .
abraco
Sander
Tarantino, nunca foi um diretor de minha preferência, mas tenho que me render a este filme.Muito bom, na minha opinião o melhor do ano, e que atuação de Christoph Watz, Brad Pitt uma figurassa, gostei muito de Melanie Laurent, filme com uma fotografia maravilhosa. Enfim um filme de guerra bem diferente do tradicional.
E a musica do david bowie não me sai da cabeça =p
1000 estrelas