Crepúsculo
01/07/2009 | Categoria: DVDFenômeno entre a juventude norte-americana, drama romântico teen com visual emo e subtexto carola é o primeiro filme da história protagonizado por vampiros vegetarianos
Por: Rodrigo Carreiro
NOTA DO EDITOR: 




Desde que estreou na direção com o drama juvenil “Aos Treze” (2003), a cineasta Catherine Hardwicke demonstrou sensibilidade para compreender e traduzir visualmente os dramas, sonhos, desejos e angústias dos adolescentes. Ela se especializou na área e, por isso, foi a escolha natural dos produtores para dirigir o episódio inaugural da saga juvenil de amor entre um vampiro e uma garota, publicada pela escritora mórmon Stephanie Meyer e de enorme sucesso nos Estados Unidos. “Crepúsculo” (Twilight, EUA, 2008) dá partida na série realizando o primeiro filme sobre vampiros vegetarianos da história do cinema. Na verdade, o longa-metragem passa longe do horror/suspense que se espera de uma produção protagonizada por dentuços chupadores de sangue. O que temos aqui é um drama romântico teen com visual emo e subtexto carola até o pescoço (sem trocadilho).
Comercialmente ambicioso, “Crepúsculo” foi concebido pelo estúdio como o ponto de partida de uma nova saga com potencial para substituir o bruxo Harry Potter no imaginário adolescente do século XXI. Amparado pela fenomenal vendagem nos Estados Unidos (25 milhões de cópias dos livros foram despejados nas lojas antes mesmo da estréia do primeiro filme), o longa-metragem até que saiu barato, tendo custado apenas US$ 37 milhões. Só no primeiro final de semana em cartaz, faturou o dobro disso, tornando-se um fenômeno teen e transformando os atores Robert Pattinson (de “Harry Potter e o Cálice de Fogo”) e Kristen Stewart (“Na Natureza Selvagem”) em astros de porte razoável. Nada mal para um filme que tencionava pouco mais do que gerar uma franquia juvenil lucrativa.
Não é difícil entender o apelo do filme ante o público adolescente. De fato, Catherine Hardwicke se mostra a escolha perfeita para a direção, e isto fica evidente nos dois primeiros atos, enquanto ela se concentra na apresentação dos inúmeros personagens secundários e na evolução da paixão entre a tímida Bella Swan (Stewart) e o lacônico Edward Cullen (Pattinson). A ação acontece numa pequena cidade do Estado de Washington, onde o clima úmido deixa o céu nublado e esconde o sol na maior parte do tempo, criando o ambiente perfeito para uma família de vampiros viver. Enquanto a temperatura entre os dois pombinhos esquenta – ele tenta evitar a paixão de todas as formas, sem sucesso, enquanto ela vai descobrindo coisas estranhas a respeito dele – Hardwicke se esmera em criar uma ambientação adolescente bastante crível.
Esta ambientação é o ponto forte do trabalho da diretora, e exerce inegável atração na platéia adolescente. Figurinos, gírias e penteados emo garantem máxima identificação entre personagens e membros da audiência, enquanto a velha e eficiente trama do amor impossível angaria empatia universal e quase imediata. O visual – Hardwicke foi designer de produção de filmes como “Vanilla Sky” antes de virar diretora – é correto, com destaque para a fotografia macilenta que abusa da luz difusa para reforçar a palidez dos habitantes da tal cidade. E o cuidado com a caracterização da história vai além. A cineasta sabe traduzir visualmente sentimentos como inadequação e desejo adolescente, o que reforça ainda mais a identificação com eles. Nesse sentido, “Crepúsculo” cumpre a função de suprir a lacuna deixada pela saída de cena de Harry Potter.
Como cinema, por outro lado, o longa-metragem é desequilibrado e superficial. O roteiro, escrito por Melissa Rosenberg, dedica tempo demais à apresentação de personagens cuja importância da trama é absolutamente nula, esticando a duração além do limite aceitável. Talvez esses personagens venham a ter importância mais adiante, na franquia, mas se assim for, parece que a equipe criativa não aprendeu a lição deixada por “O Senhor dos Anéis” (não esqueçamos que Gollum, figura central da trama, mal aparece no primeiro filme). O resultado é que a trama central do filme em si, que ocupa apenas o terceiro ato, soa apressada e confusa, contrapondo os “vampiros vegetarianos” do bem a um grupo de sanguessugas do mal que esbanja caras e bocas, e age sem qualquer motivação.
As cenas mais agitadas, como o passeio romântico do par central pelas árvores da floresta da região e a partida de beisebol debaixo de tempestade (alguém aí saberia explicar porque vampiros gostam, nessa série, de jogar sob raios?), são editadas de forma irregular. O estilo de montagem abusa de cortes rápidos e alterações bruscas na velocidade de projeção, alternando entre câmera lenta e rapidíssima, de forma a esconder a fragilidade dos efeitos especiais. Por outro lado, Catherine Hardwicke usa a maquiagem de maneira discreta e inteligente. A pele dos vampiros é tão pálida que quase chega a ser translúcida, e a brancura da pele de Bella serve como índice visual para explicar a atração exercida por ela em Edward.
Acima de tudo isso, porém, o que realmente chama a atenção é o conservadorismo comportamental e sexual do discurso assumido pelo filme. O paralelo entre a situação dramática principal – o vampiro que se recusa a sugar o sangue de sua amada – e a virgindade é tão óbvia e direta que pode ser reconhecida por qualquer adolescente. Ou seja, “Crepúsculo” é um filme de vampiros carolas, por mais contraditório que isso possa parecer. O subtexto até que apresenta alguma semelhança com longas como “Entrevista com o Vampiro” (1994), mas sem a sutileza e a complexidade do filme de Neil Jordan. É fato: cada geração tem o “Garotos Perdidos” (1987) que merece.
O DVD de locação da Paris Filmes preserva o enquadramento original (widescreen anamórfico) e tem seis canais de áudio (Dolby Digital 5.1). Já a edição dupla traz também cenas cortadas com introdução da diretora, um making of e cenas de bastidores das gravações.
- Crepúsculo (Twilight, EUA, 2008)
Direção: Catherine Hardwicke
Elenco: Robert Pattinson, Kristen Stewart, Billy Burke, Peter Facinelli
Duração: 122 minutos

(60 votos. Média de 4,13 em 5)


XXX
Primeiramente, gostaria de afirmar que, sou sim uma fã da série de Crespúsculo, mas tenho minhas críticas à repercussão que esse livro está tendo.
Eu acho, sinceramente, que Crespúsculo está beeem longe de ser “uma nova saga com potencial para substituir o bruxo Harry Potter no imaginário adolescente do século XXI”. Crepúsculo é um romance/drama com um pouco de suspense para os adolescentes, mas Harry Potter é um livro que está longe de ser descrito por termos assim, afinal ele tem de tudo e mais um pouco. Fora toda a magia – que também há em Crepúsculo, mas em dimensões e aspectos totalmente diferentes -, tem romance, tem muito mais (sem comparação) suspense, aventura, comédia, drama, análises pscicológicas, lições de vida e a forma de expressar tudo isso é bem diferente e, me atrevo a dizer, mais elaborada. Crepúsculo é um pouco clichê apesar de tudo.
Sobre o filme, acho que os atores foram muito bem escolhidos, a grande maioria eu achei bem adequado para o seu personagem. E acho que, sobre o trecho da matéria que diz: “A cineasta sabe traduzir visualmente sentimentos como inadequação e desejo adolescente”, os créditos por isso deveriam ser dirigidos aos atores e não à cineasta.
“[...] o longa-metragem é desequilibrado e superficial. O roteiro, escrito por Melissa Rosenberg, dedica tempo demais à apresentação de personagens”. Concordo, eu achie que o roteiro ficou deixando MUITO a desejar. As vezes as cenas apareciam meio soltas, ou meio sem explicações concretas. Se alguma pessoa que não leu o livro for ver o filme, talvez ela não entenda como as coisas ocorreram de fato. Sem falar que mudaram muito as cenas do livro, o que é totalmente desnecessário, acho que, claro o filme é sempre uma adaptação e o diálogo e algumas cenas, tem que mudar para que o filme seja mais dinâmico e ao mesmo tempo explicativo, porém esse roteiro, além de adaptar MUITO MAL as cenas do livro, não soube fazer a seqüencia do filme direito.
“As cenas mais agitadas [...] são editadas de forma irregular. O estilo de montagem abusa de cortes rápidos e alterações bruscas na velocidade de projeção, alternando entre câmera lenta e rapidíssima, de forma a esconder a fragilidade dos efeitos especiais.” Concorda plenamente.
Apesar de grande fã da saga de Crepúsculo, vocês podem perceber que eu fiquei decepcionada com o filme. No começo achei tudo o máximo, pois ps atores são ótimos e lindos, mas depois, com as mudanças das cenas, de ver o filme por completo, não fiquei satisfeita e acho que alguém que não tenha lido o livro, não vai gostar do filme.
Bom, é só isso. (risos)
Comparado ao livro, o filme é um terror =)
O filme é banal, mal desenvolvido, mal dirigido, pessimamente interpretado (exceto pela Kristen e seu pai no filme, Billy, que conseguem dar um pouco de dignidade às atuações), com lindos DEFEITOS especiais e uma maquiagem assustadoramente ruim. É uma colagem mal feita de vários filmes cujo visual final é extremamente indigesto.
Ah, não li o livro mas o filme deixa bem claro o porquê de jogarem sob a chuva forte. Logo após a primeira rebatida e um som alto (e diga-se de passagem estranho para um som de bola batendo na madeira, ou seriam outros os materiais utilizados?) a Bella fala algo mais ou menos assim: “É por isso que vocês jogam na chuva…”
Se vocÊ não gosta de uma coisa, você não tem direito algum de falar mal, porque tem quem goste, e se não fosse bom , não teria arrecado milhões de dólares, e a escritora é brilhante, e olha só, se vocês falam mal, tem inveja, porque aposto que não conseguem fazer melhor do que CRITICAR COM UMA MATÉRIA SUPER DECADENTE, sério, eu estou fazendo uma crítica construtiva, estou falando, se invés de fazerem críticas negativas, fizessem positivas, o mundo estaria bem melhor, e olha só, se vocês não gostam, estou pedindo, encarecidamente, não façam críticas negativas, tem muita gente que gosta, e se você não gosta disso, crie reportagens sobre coisas que vocÊ gosta, ao invés de ficar cuidando pra que as pessoas fiquem bravas com certos sites porque você criticou a coisa que elas MAIS gostam, então, se eu fosse vocês, usaria a criatividade, e escreveria sobre algo mais construtivo, do que sair chamando eles de emo, porque aposto que até vocês tem as blusinhas xadrez de vocês pra usarem, ou se não listradas e de bolinhas.
E desculpe parecer grosseira, não foi a minha intenção, só estou abrindo os olhos de vocês.
Os atores são péssimos (com poucas exceções, como Charlie, o pai de Bella), a maquiagem é terrível, as tomadas visuais são completamente previsíveis, e além disso, a história original foi deturpada, transformando, por exemplo, os Cullen, em alguma família de sitcom. Poderiam chamar o Leslie Nielsen para fazer o papel de Carlisle…lamentáveis também os “efeitos especiais” que perdem até mesmo para os episódios de Chapolim Colorado.
E só um acréscimo: Gollum é o personagem principal de O Senhor dos Anéis? O filme talvez tenha passado essa impressão…é mais um caso sutil de adaptação do livro para o filme. Estou chegando à conclusão de que manter o nível do que foi escrito nas telonas é impossível. O personagem principal desta trama é Frodo Bolseiro – mesmo com a intenção do autor de manter vários pontos de vista simultâneos, o Portador do Anel é a linha mestre do enredo.
ah, alguem sabe se eles vao filmar toda a saga? fico imaginando…sera que eles vao começar uma coisa que nao vao terminar???
O livro da Stephenie Meyer dá de 10 a 0 no filme, porém o filme também é muito bom. Como qualquer outro filme que é baseado em um livro de pelo menos 300 páginas, não conta detalhadamente todos os detalhes do livro e nem consegue colocar na tela todas as cenas descritas por Stephanie. Mesmo assim o filme é muito mais que satisfatório. Catherine (diretora), colocou ainda uma pitada de humor no filme para que o mesmo não parecesse um simples proibido amor juvenil.
Sem querer ofender, mas acho que Rodrigo Carreiro não leu nenhum dos livros da saga Crepúsculo e não pode avaliar o filme com tanta clareza. E concordo com a Viviane, muita gente fala isso sem se quer ter tocado no livro. Se você leu Harry Potter 5 e viu o filme também vai achar uma porcaria porque o filme não explica e muda muitas coisas do livro. Como eu já disse antes, NÃO TEM COMO UM LIVRO DE MAIS DE 300 PÁGINAS VIRAR UM FILME SUPER EXPLICADO DETALHANDO CLARAMENTE CADA CENA, CADA PÁGINA! SE FIZESSEM ISSO O FILME IA TER NO MÍNIMO 3 HORAS!!!!!
Esse cara deu 3 estrelas e meia para Crepúsculo e deu 4 estrelas para um filme chamado O Nevoeiro, o qual eu aluguei na semana passada, e sinceramente foi um dos piores filmes que eu já vi! Você agradece quando o filme acaba, porque nada em o Nevoeiro presta!
Rodrigo, leia o livro, veja o filme novamente e faça a sua crítica!!!!! Não julgue o filme assim , porque você sequer entendeu a parte do baisebol, na qual o filme deixa bem claro porque os vampiros precisam da trovoada para jogar!!!!!!!!!!
Desculpa se eu ofendi alguém, mas é isso que eu penso!
se ele tivesse lido o livro nao ia dizer que é confuso porque ele ja saberia melhor, eu achei um lixo o filme. e sucesso mesmo faz 99% dos casos só com meninas, porque esse lance emo e de amor e abstinencia sexual nao cola muito entre os rapazes.
Primeiro: O filme não tem nada de emo. Porque sabe, tudo hoje em dia que é puxado pro lado romântico, as pessoas vão logo dizendo que é emo. Emo são vocês que ficam falando mal das coisas por ai, que não tem nada pra fazer. Tudo bem se você não gostou, cada um tem uma opinião. Agora você dizer que é emo é brincadeira!
Eu sou um rapaz e gostei do filme!
É romântico? É, é sim e dai??? Tem um pouco de ação e a trilha sonora se encaixa perfeitamente com o filme!!
Adorei.
Mas também, tenho que elogiar o elenco, fantástico! Todos, porém a Bella deixa muito a desejar, ela parece mais uma pessoa falsa do que calada, pois ela mal falou com seu pai, mas o problema não foi da atriz, pois vejo que ela é ótima. No mais todos me surpreenderam. Principalmente o James, Jasper, Alice, Rosalie, Jacob, Jess…. Enfim, espero que o próximo filme, Lua nova seja capaz de tirar essa impressão que ficou sobre Crepúsculo.
Crepúsculo é EMO, e é um SACO…!
No livro, tudo é decritivo, então a emoção que rola entre Edward e Bella é bem colocada, tanto quanto as dificuldades do amor entre eles.
Bem, e em relação ao Trovão, quando o taco acerta a bola e quando Edward se choca com Emmett, o barulho é altísimo, logo que a força do choque causa isso… então fica estranho a cidade ouvir barulhos assim, sem estar chovendo!
A questão dos valores religiosos é um ponto interessante de debate – seriam esses os Vampiros da Era Bush, cuja política de educação sexual nas escolas públicas é focada na abstinência e no conceito de que sexo é algo misterioso e repulsivo?
Sinceramente minha experiência sensorial foi drásticamente afetada pela gurizada com a piadagem fora de hora e comportamento hiperativo, mas creio que esse foi o único filme que eu cogitei seriamente em levantar e ir embora na metade.
Eu estava com o livro Crepúsculo na minha cabeceira, tinha resolvido “dar uma chance” à ele, mas após o filme criei um conceito negativo do que aquelas páginas me reservavam. Talvez numa tarde de muito tédio daqui à uns anos eu me arrisque, por enquanto, vai prá prateleira denovo.
Eu li o livro e vi o filme. O livro é muito melhor, porque o filme deixa a desejar, mas mesmo assim gostei .
Maia, crepúsculo não é emo. Se você pensa assim, é porque não conhece ou não entendeu a história. Se trata de um romance e quem pensa assim não tem sensibilidade!!
Gostei do filme, concordo que não é dos melhores mais não tem como rejeitar crepúsculo!
Resumindo: Crepúsculo é uma linda história de amor!!!!!
Quanto ao filme…
Li o livro,o que me chamou atenção foi o fato de que ,apesar de Stephanie Meyer se dedicar quase que exclusivamente ao relacionamento do casal,em 355 páginas ela não conseguiu dar profundidade aos personagens.Em nenhum momento senti empatia pelo sentimento dos dois,tudo é tão infantil e meloso.Sei que tem muitas pessoas que gostam ,respeito isso,mas achei o livro no máximo mediano e nesse quesito o filme foi extremamente fiel.
OBS:1-O Rodrigo não tem obrigação nenhuma de ter lido o livro, a função dele é falar se o FILME convence ou não na tela ,afinal ele não é destinado apenas aos leitores do livro.
2-Se vc está com preguiça de ver todos os comentários olhe o 12º de Viviane .Vale a pena para rir um pouco,afinal,segundo ela ,deveríamos falar apenas do que concordamos e não devemos criticar negativamente as coisas pois algumas pessoas podem gostar do que não aprovamos.hauhauahuaah…ridículo
e imaginava Alice exatamente como a personagem do filme, hehe!
por comentários gerais que escuto no dia -a dia mesmo.
Não foi minha intenção fazer parecer que vc estivesse rotulando o filme.
Entendi quando vc disse: “drama romântico teen com VISUAL emo “.
Foi mal não ter direcionado bem meu comentário.
OBS:Não sou emo ,mas não gosto de pessoas que julgam tudo antes de conhecer.
eu gostei muito do filme apesar disto e amei os livros, pena que já acabei de ler toda a série e agora estou com saudades dos personagens!
M.O. Psicóloga (28)
Esse filme é TÃO bobo….
gente, o amor é lindo!