FAQ (Perguntas Mais Freqüentes)
Versão para impressão
Muitos dos e-mails que venho recebendo, ao longo dos anos em que o Cine Repórter esteve on line, fazem as mesmas perguntas de modos diversos. Já mantive um arquivo com respostas pré-escritas para não precisar escrever tudo de novo quando elas aparecerem na minha caixa de correio eletrônico. Aqui estão elas, reunidas.
Onde você mora?
Moro no Recife (PE). Sou pernambucano e sempre morei aqui. Tenho duas filhas, sou casado e trabalho na Globo Nordeste. O site é um hobby de luxo, que não me rende quase nada. Para informações mais detalhadas, visite a seção Quem Faz o Site.
Como você arruma tempo para ver tantos filmes?
Adriana, minha esposa, também me faz essa pergunta, geralmente em tom de irritação. Ela acha que eu devia gastar meu tempo livre com ela e as meninas (é bem possível que tenha razão). A resposta, na verdade, tem a ver com organização pessoal. Quem me conhece sabe que sou meio desatento e bagunçado (vivo esquecendo o celular pelos cantos), mas administro meu tempo com bastante rigor. Em geral, vejo um filme por dia, quase sempre à noite (depois que a meninada dorme) ou de manhã bem cedo (após minha corrida matinal de 40 minutos, quando elas estão no colégio). Às vezes sacrifico umas horas de sono. Escrevo muitas críticas de madrugada ou no horário do almoço.
Prefere Cinema ou DVD?
Não acredito que exista algum cinéfilo que, em sã consciência, prefira ver um bom filme em DVD. A experiência cinematográfica é sempre realçada pela tela grande e pela sala escura. Adoro DVDs; de outra forma, jamais poderia ter conhecido obras-primas como “O Gabinete do Dr. Caligari” ou “Inverno de Sangue em Veneza”. Mas nada se compara a um belo filme visto em um bom cinema.
Como vê filmes antes que eles cheguem aos cinemas do Recife?
Uma prática comum das distribuidoras é a realização de cabines. São sessões especiais de projeção para críticos e jornalistas que trabalham com entretenimento. Na maioria das vezes, elas são realizadas durante a manhã, quando os cinemas estão fechados para o público. Algumas distribuidoras bancam viagens dos críticos para ver cabines no Sudeste (Rio ou São Paulo). Por conta do trabalho, também viajo com certa regularidade, o que me proporciona boas chances de ver filmes inéditos. Sem falar nos DVDs importados.
Você coleciona DVDs?
Sim, para desespero de minha mulher. Tenho preguiça de contar, mas devo ter em casa algo em torno de dois mil DVDs. Detalhe: não costumo receber nada de graça, nenhum presente de distribuidoras (a única que me manda alguns é a Videofilmes). Diria que 95% desse total foi comprado com grana do meu bolso, principalmente em lojas virtuais.
Quantos filmes você vê por ano?
Só comecei a organizar planilhas relacionando todos os filmes que vejo a partir de 2004. Meu recorde pessoal, no mesmo ano, foi de 496 filmes. A média anual gira em torno dos 430. Desse total, vejo uns 70/80 no cinema, e o resto em DVD. Vale ressaltar que, como “filmes”, considero também séries de TV (computo como um filme um DVD cheio de episódios) e documentários (desde que com mais de 60 minutos de duração).
Quem é o melhor crítico do mundo?
Não existe algo parecido. O Cinema envolve muito de subjetivismo, como já dizia o velho Hugo Münsterberg, lá pelos idos de 1917. Os melhores críticos são sempre aqueles que tentam desvendar os mecanismos narrativos utilizados pelos cineastas para contar histórias. Dizer que um filme é “bom” ou “ruim” qualquer um faz; poucos conseguem explicar de forma diligente estas opiniões. Meu crítico predileto é Roger Ebert. No Brasil, gosto bastante de Luiz Carlos Merten, Isabela Boscov (de quem quase sempre discordo, mas sempre admirando a argumentação), Pablo Villaça e do meu conterrâneo Kleber Mendonça Filho. Mas leio todo tipo de crítica, boa ou ruim. Tem muita gente inteligente escrevendo sobre Cinema por hobby, na Internet.
Quantas pessoas acessam o Cine Repórter por dia?
No momento em que escrevo (setembro de 2008), o site tem média de 2,2 mil páginas vistas por dia. Mais ou menos 750 pessoas entram nele todos os dias.
Qual é o seu filme favorito?
“Três Homens em Conflito”, western de Sergio Leone. Não caio na besteira de dizer que é o melhor filme jamais produzido, mas certamente é o que mais me emociona, por razões sentimentais. É o único filme que vejo, religiosamente, pelo menos uma vez por ano. Para maiores detalhes, leia (e ouça o podcast) sobre ele.
O que pensa do Cinema pernambucano?
Gosto bastante dos longas-metragens produzidos por aqui, e falo isso sem qualquer peso na consciência, porque não sou amigo de nenhum diretor local. “Cinema, Aspirinas e Urubus” é um dos filmes mais legais feitos no Brasil em muito tempo. Infelizmente, não conheço o suficiente das produções em curta-metragem para emitir uma opinião qualificada.
Qual a diferença entre o Cine Repórter 2.0 e a versão antiga do site (2003-2008)?
Com exceção do banco de dados, composto por 1.462 críticas (no momento da transição), o resto é 100% diferente. O novo site tem visual mais limpo e arejado, e a navegação é mais simples. Além disso, ele agrega muitas inovações tecnológicas: RSS, bookmarks sociais, comentários livres, vídeos, podcasts e muito mais interatividade.
E quanto às estrelinhas?
As estrelinhas são um mal necessário. Nunca gostei delas e minha dissertação de mestrado, inclusive, reserva grande parte de um capítulo para explicar o mal que esse tipo de notação superficial tem feito à crítica. No entanto, a esmagadora maioria dos leitores exige que os textos venham acompanhados de notas. As estatísticas de leitura do site seriam bem piores se essas não existissem (e não sou louco de escrever apenas para meia dúzia de cinéfilos diletantes como eu).
A atual notação vai de zero estrelas até cinco estrelas, e segue mais ou menos a seguinte classificação:
NOTA DO EDITOR: 



= O horror! O horror!
NOTA DO EDITOR: 



= Amadorismo sem noção
NOTA DO EDITOR: 



= Amontoado de clichês mal filmado
NOTA DO EDITOR: 



= Caça-níqueis descarado e superficial
NOTA DO EDITOR: 



= Pelo menos obedece a regras básicas de narrativa
NOTA DO EDITOR: 



= Fraco, com lampejos de lucidez
NOTA DO EDITOR: 



= Bem feito, embora sem novidades
NOTA DO EDITOR: 



= Irregular, mas com momentos de criatividade
NOTA DO EDITOR: 



= Consistente e bem realizado
NOTA DO EDITOR: 



= Quase perfeito
NOTA DO EDITOR: 



= Impecável, estética e narrativamente


