Django Vem Para Matar

12/08/2009 | Categoria:

Obra de Giului Petroni é polêmico pela ultra-violência e por ser um dos filmes mais pessoais do ciclo de spaghetti western

Por: Rodrigo Carreiro

NOTA DO EDITOR: ★★★½☆

Spaghetti western de Giulio Petroni, que odiava westerns.

Ultra-violento: inúmeras cenas de sangue super-vermelho, em close, tomando 80% da tela ou mais. Bizarra é a cena do bandido todo perfurado com balas de ouro que a população ataca (na mesa do hospital) para arrancar as balas com as mãos! Mas é uma violência gore típica dos anos 1970, meio fake para os olhos de hoje.

Há dois índios meio ridículos, meio xamãs, que acompanham o herói e comentam a ação como um coro grego… bem no estilo “El Topo”, com perucas evidentes.

Baixo orçamento: não se vê nada pelas janelas ou portas, poucos figurantes, o senso de movimento na cidade cenográfica não existe. Não que isso seja um grande problema.

Além da violência, há toques surreais (a mulher trancada no sótão que aparece na janela… o filho de trejeitos meio efeminados), e a quadrilha de bandidos que se vestem de preto e são TODOS gays é algo realmente bizarro. A cena que se sugere que eles estupram coletivamente o rapaz é bem dirigida, nada óbvia, e um ponto alto do filme.

Referências religiosas caras ao spaghetti western aparecem aqui. Além da “ressurreição” do herói no início, Thomas Millian é crucificado… dentro da prisão!

A trama não é clara, e nem importa muito… é um spaghetti anormal e personalista.

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