Casseta e Planeta

20/11/2003 | Categoria: Outros textos

Cláudio Manoel, HélioDe La Peña, Hubert e o cineasta Lula Buarque de Holland divulgam primeiro filme da trupe

Por: Rodrigo Carreiro

Piadas, palavrões, brincadeiras e gargalhadas. Quem assiste ao programa do Casseta e Planeta na TV deve imaginar que uma entrevista com três integrantes do grupo humorístico deve se resumir a esses ingredientes. Não poderiam estar mais errados: a trupe encarou a turnê de promoção do longa-metragem “A Taça do Mundo É Nossa” como algo muito sério. E foi com essa seriedade que Cláudio Manoel (o Seu Creysson), Hélio De La Peña, Hubert e o cineasta Lula Buarque de Hollanda, que dirigiu o trabalho, encararam um grupo de jornalistas do Recife.


 


O quarteto apareceu no salão de reuniões do hotel Atlante Plaza às 16h50 de uma quarta-feira, dia 12 de novembro de 2003. Estavam 20 minutos atrasados e pareciam cansados. Sem muitas delongas, eles explicaram que o resto do grupo estava promovendo o filme no Sudeste. Os três cassetas haviam estado em Fortaleza (CE) um dia antes e iriam a Salvador (BA) no dia seguinte. “Mas antes vamos jantar na Oficina do Sabor”, explicou Cláudio, o mais falante da turma, se referindo a um famoso restaurante olindense. “Alguma sugestão de prato?”. À menção de camarão com pitanga, ele fez uma careta. “Não fica enjoado?”.


 


A entrevista durou 50 minutos e começou sem Hubert, que apareceu uns 10 minutos depois dos colegas, com um enorme par de óculos escuros escondendo uma bela ressaca. Ele não tirou os óculos durante nenhum instante da entrevista, que teve muito menos momentos de humor do que era possível prever. Ficou claro para todos que os cassetas encaram o filme como um trabalho sério e estão orgulhosos do resultado final, especialmente por terem conseguido fugir do formato do programa de TV. A seguir, veja os melhores momentos do papo:


 


O Casseta e Planeta já existe há mais de dez anos na TV. Porque fazer um filme só agora?


Hélio De La Peña – A idéia de fazer um filme é antiga. Há cinco anos, a gente se reuniu pela primeira vez com a intenção de fazer um filme. Só que era complicado. Naquela época, o cinema brasileiro ainda não estava passando uma fase fértil, como está hoje. Havia muita dificuldade para captar verba. Nesse período, a gente aproveitou para ir mexendo e remexendo no roteiro, até que ele ficasse do agrado de todos.


Cláudio Manoel – A gente sempre teve vontade de fazer cinema. Já havíamos recebido convites antes, que a gente sempre recusou, porque não conhecia as pessoas envolvidas. Quando apareceu o convite da Conspiração Filmes foi diferente. Era uma galera que a gente acompanhava, já conhecia, um pessoal que fazia um trabalho interessante. A gente sabia que eles também iriam respeitas nossas exigências de qualidade. Somado a isso, havia todo o problema da “retomada” do cinema nacional. Em 1998, tudo era embrionário. Não existia legislação. Além de tudo isso, a gente possui um programa semanal de TV e trabalha num ritmo muito forte. Não daria para trabalhar num roteiro todo dia. Uma vez que todos esses problemas foram resolvidos, com a definição do esquema de captação de recursos, o trabalho de amarrar o filme – escrever o roteiro, fechar os prazos, ensaiar e filmar – foi até muito rápido.


Hélio – O cronograma sempre foi muito apertado. A gente sabia que precisava filmar tudo em janeiro, o mês das nossas férias na TV. Se houvesse algum atraso, teríamos que adiar tudo por um ano. Até por causa disso, ficamos dois meses ensaiando o filme, porque só tínhamos seis semanas para filmar. A gente tinha que fazer um plano bem certinho para poder conseguir filmar nas férias. O resto do primeiro semestre de 2003 a gente passou acompanhando todo o processo de pós-produção – a montagem, a trilha sonora. A gente acompanhou todas as etapas de finalização do filme.


 


O processo de criação do Casseta parece ser totalmente coletivo. Como é feita a distribuição de personagens? Quem decide qual ator vai fazer determinado personagem?


Lula Buarque de Hollanda – Oi, Hubert (nesse momento, Hubert entra na sala). Eu fui acompanhando todo o processo de trabalho deles. Fui vendo como funciona a dinâmica. Um método tradicional no grupo é que o diretor fica com a incumbência de definir quem interpreta cada personagem. À medida que o trabalho avançou, fomos percebendo que seria mais interessante que os próprios cassetas interpretassem vários personagens, ao invés de chamar convidados especiais. Quase todos os diálogos do roteiro tinham humor. Isso pedia um estilo de interpretação que cabia muito bem no estilo deles. Então, decidimos chamar apenas os convidados que fossem estritamente necessários.


Cláudio Manoel – A gente preferiu entregar essa responsabilidade de distribuir os papéis a alguém de fora do grupo. A discussão de quem vai interpretar qual personagem pode gerar brigas não é uma discussão do bem. É melhor você ter um controle externo. Se alguém não gostou do personagem, pode discutir com o diretor. Se a gente ficar se engalfinhando por personagem, não vai ter progresso, é uma energia gasta a toa. E a gente também queria brincar com essas formas diversas de se apresentar. O programa de TV tem um lado muito forte de caracterização, e a gente quis aproveitar isso no filme também.


 


Esse revezamento dos humoristas em vários papéis soa muito Monty Python. É uma inspiração?


Cláudio – Obviamente, adoramos Monty Python. Todo mundo sempre adorou. Eles são todos homens, todo mundo interpretando vários papéis. Há semelhanças, claro, guardadas as devidas proporções. Acho que não foi uma inspiração direta para esse roteiro em particular, mas para a trajetória do Casseta e Planeta. Há um aspecto que eu acho muito similar, que é a caracterização dos personagens femininos. Como eles, a gente teve mais cuidado, deu um acabamento maior do que fazemos no programa de TV. O Reinaldo depilava a mão…


Hélio – O Cláudio treinava a noite inteira para fazer o personagem feminino, mas não me pergunte como (risos).


 


O roteiro demorou cinco anos para ser escrito por desavenças? Trabalhar em conjunto é assim tão complicado para vocês?


Cláudio – São sete caras, né? Há desavenças. Todo mundo acabou participando de todas as fases do processo de criação. A gente se dividiu em três grupos. Cada um ficou responsável por escrever um terço do roteiro. Dividimos a história em começo, meio e fim. Depois, começamos a girar esse material entre os grupos. Cada um, individualmente, lia o roteiro e ia dando palpites. Portanto, não havia tanta discordância assim, mas o processo ficou lento. Até chegar a um consenso leva muito tempo. E leve em consideração também que a gente não estava trabalhando no roteiro em 100% do tempo, tudo era feito nos intervalos do trabalho na TV.


Lula – Outra coisa que a gente não tinha levado em consideração foi que escrever para cinema poderia ser tão mais difícil do que fazer o programa de TV. Levou muito tempo para descobrir como aproveitar o meio “cinema”. Sempre houve um cuidado muito grande de fazer algo diferente da TV. O cinema dá várias outras possibilidades – aprofundar personagens, ir mais fundo da direção de arte, na fotografia, nos efeitos especiais – e a gente queria fazer um trabalho com uma ambição artística mais apurada.


Hélio – Teria sido mais rápido se a gente aproveitasse alguns personagens de sucesso do programa e criasse uma história para eles no cinema. Essa foi uma opção que a gente não fez. Preferimos inventar uma história completamente nova, com personagens inteiramente novos, e ambientamos isso num período da história brasileira que até agora ninguém fez piada sobre ele…


Cláudio – … no cinema.


Hélio – A ditadura sempre foi um período muito sisudo. A gente achava que tinha muito potencial para fazer um longa-metragem de humor ambientado nessa época.


 


A idéia de ambientar o filme nos anos 1970 foi uma idéia unânime?


Cláudio – Quando a gente chegou nela, ficou unânime. A gente começou com idéias mais vagas, de princípio não havia nem uma época definida. Mas quando surgiu a idéia, todo mundo concordou. Era algo novo, e nós vivemos esse tempo. Durante a copa de 1970, eu tinha 11 anos. Lembro bem disso, mas nossa visão da época era visão de menino. Por exemplo, eu adorava o Médici, porque sabia que ele ia ver os jogos do Flamengo no Maracanã. Um presidente flamenguista? Maneiro! (risos). Era uma época gostosa de se debruçar. Houve a Jovem Guarda, a liberação sexual. A ditadura era nosso Vietnã. Uma época muito rica, inclusive musicalmente. Pesquisar para fazer a trilha sonora, por exemplo, foi uma delícia. Tem muita coisa boa no período.


 


Vocês não tiveram medo de satirizar ícones do período, como Roberto Carlos e os generais?


Cláudio – Pelo contrário. Esse é um dos maiores motivos de se fazer um filme satirizando uma época. O pessoal era muito sectário nos anos 1970. Dentro da própria esquerda havia os rachas, as inimizades. Quem lia Movimento não podia ler Opinião e vice-versa. Era uma época em que a burrice era mainstream. Ser sectário, ser maniqueísta era até valorizado. Isso acabou já faz algum tempo, então ficamos confortáveis para brincar com isso, desmoralizar isso de uma vez. A patrulha, seja dos militares ou seja dos esquerdistas, não existe mais. E se existir, você pode cagar na cabeça dois dois (risos). A vantagem da democracia é essa.


Hélio – A gente sacaneia todo mundo. Sacaneia os milicos, os porra-loucas (no caso do Denílson), os esquerdistas, o Che Guevara…


 


Os críticos de cinema…


Cláudio – Também! (risos). Mas não contem os detalhes disso na matéria, não contem essa piada não. A gente odeia crítico que conta final de filme. Falem mal, mas não contem o final! (risos).


Hélio – A idéia de colocar um “debate” no fim do filme não é fictícia não. Naquele tempo, as pessoas faziam debates de verdade. Era o momento em que o diretor do filme ia tentar comer alguém (risos).


 


Vocês se referiram antes à diferença entre TV e cinema. Isso está sendo muito debatido atualmente, porque muita gente acredita que há filmes no cinema feitos como se fossem para a TV, e são linguagens diferentes…


Hélio – Eu queria mesmo falar sobre isso. Tem gente querendo comparar nosso filme com “Os Normais”. Eles fizeram, no caso deles, uma extensão do programa de TV. A gente criou outros personagens, fez diferente. Eu queria dizer que não vejo nada de mal no que eles fizeram. Fui ver o filme, achei engraçadíssimo, então eles cumpriram o objetivo deles, que era divertir. Acho que não existe uma maneira certa de fazer cinema. Essa é uma discussão muito pequena. A maneira certa é ser eficiente e fazer as pessoas saírem da sessão satisfeitas.


Hubert – A coincidência de haver vários produtos saindo da televisão e encontrando espaço no cinema fez com que essa discussão vingasse, mas ela é boba. O cinema brasileiro cresceu muito, entrou num nível de qualidade muito bom, e as pessoas estão sentindo isso. Sabe aquela piada de que as pessoas não saíam de casa para ver filme brasileiro? Essa piada não tem mais graça! Os filmes nacionais estão tendo o maior público. E isso é muito bom.


Cláudio – O maior desafio da indústria do cinema nacional é maior do que o estético. É o desafio de fazer um cinema com seriedade, com responsabilidade fiscal, sem nota fria. Porque isso é muito feio. Uma elite cultural que se diz crítica não pode viver de subsídio público sem prestar contas à sociedade, que é pobre e dá dinheiro para um lazer de classe média, que é o cinema. Um dia esse cinema subsidiado tem que acabar. Em terra que o povo como calango, subsídio tem que ir para esse setor primeiro, tem que matar a fome. O Casseta tentou fugir desse esquema. Tentamos recorrer ao merchandising ao invés de pegar dinheiro público.


 


Aliás, era mesmo necessário recorrer às leis de incentivo fiscal para custear o filme? A marca Casseta e Planeta não foi suficiente para garantir o orçamento?


Lula – A Conspiração tem um esquema pronto para fazer captação. Nós contatamos a Warner e o estúdio entrou com a maior parte do dinheiro. Fora isso, um terço da grana veio do merchandising. O resto teve que ser captado mesmo. Conseguir dinheiro para cinema no Brasil é muito difícil.


 


Mesmo para o Casseta e Planeta?


Hélio – Mesmo para nós. Na verdade, a gente é a favor de sentar e bolar uma forma de merchandising que seja interessante. Preferimos isso, para bancar o filme, do que ir a Brasília e pedir dinheiro do Governo Federal. Se fosse preciso a gente até faria isso, mas o caminho tinha mesmo que ser fontes privadas, para que o filme fosse um negócio e não um favor.


Cláudio – Captação de recursos para filmes é muito difícil. Mesmo para o Casseta, bancar o filme foi muito difícil. A gente tem que botar na cabeça que o Brasil é o melhor país da África, e não um país europeu. E conseguir dinheiro para cinema num país africano é muito difícil (risos).


Lula – Um fato novo mesmo é esse patrocínio do estúdio. A indústria de música no Brasil, que ocupa de 70% a 80% do mercado de áudio, só cresceu por causa do apoio das gravadoras. Se a Warner e os outros estúdios continuarem ajudando a produzir filmes brasileiros, esse mercado pode crescer muito. Os filmes nacionais vão poder entreter uma fatia muito maior do público. Essa é uma novidade de tirar o chapéu.


 


O fato de o filme não ter palavrão foi intencional?


Hélio – Totalmente. A gente queria que a censura não fosse maior do que 12 anos. Como várias cenas do filme já batem ali na trave da moral e dos bons costumes, a gente decidiu tirar os palavrões do vocabulário. O Casseta e Planeta faz muito sucesso com a garotada. É um programa para a família toda, e a gente não queria perder esse público infanto-juvenil. Até porque o palavrão não é necessário.


Cláudio – Só tem “bunda”, “porra” e “racha”. São as únicas palavras feias do filme (risos).


 


As participações especiais dos tricampeões Carlos Alberto e Jairzinho foram planejadas?


Hélio – A gente achou que seria legal misturar integrantes do grupo – no caso eu, que faço o Pelé – com jogadores que ganharam a taça de verdade. E eles toparam numa boa. Aliás, a gente tem que dar o maior valor aos maquiadores, porque os jogadores ali no filme estão parecendo novinhos, da idade da gente mesmo. Se vocês pudessem vê-los ao vivo, ia perceber que eles estão bem diferentes (gargalhadas).


Cláudio – Fora eles, teve o Tony Tornado e a Deborah Secco. O Tony Tornado foi uma participação bem lógica, porque tinha uma cena que passava na rodovia BR-3 e é o Tony que canta essa música. Os mais jovens podem não rir dessa cena porque não sabem que é o Tony cantando, mas ela é uma das mais engraçadas. E a Deborah foi por causa da piada. A cena se passava na primeira classe de um avião e a gente tinha que arrumar uma mulher “primeira classe”, no imaginário do povão. Perguntamos à Deborah, ela topou e foi ótimo.


 


Há muitas cenas guardadas para o DVD?


Hélio – Há sim. A gente prestou atenção nisso quando estava gravando. Fizemos cenas especialmente para o DVD, várias piadas foram boladas no próprio set para o DVD.


Cláudio – O esquema foi o seguinte: como a gente ensaiou por dois meses, a gente fechou o texto final no último ensaio. Nas filmagens, tudo o que pintou de improviso foi filmado, mas não para entrar no filme. A maior parte desse material foi guardada e vai entrar no DVD. Será praticamente outro filme.


 


Houve muitos improvisos?


Cláudio – Como ensaiamos dois meses antes de gravar o filme, a maioria dos improvisos pintava nesses ensaios e era incorporada ao texto final. Então, na hora de filmar, todo mundo seguia o texto. Quando pintava uma idéia nova, a gente parava a filmagem oficial, gravava esses improvisos para o DVD e depois continuava normalmente o texto oficial.


 


Foi difícil se acostumar com o ritmo mais lento das gravações para o cinema?


Cláudio – O mais complicado é que, no cinema, você espera e espera e espera mais um pouco. E você precisa esperar caracterizado, com o personagem na cabeça. Exige mais concentração, e você passa várias semanas se comportando como um personagem só. Na televisão, eu fazia Seu Creysson toda semana, mas era só um ou dois dias por semana, gravava e acabou. No cinema, você acorda todo dia para fazer o mesmo personagem, e passa de 4h da manhã até 21h vestido como ele. Então você precisa ter um convívio com esse personagem. Eu sempre achei meio viadagem esse negócio do ator que incorpora o personagem, tipo Robert De Niro, esses caras que engordam 60 quilos para fazer um personagem (risos). Só entendi isso depois que fiz cinema. É bem diferente, mas é gostoso, é bem legal.


 


A trilha sonora tem muito destaque…


Cláudio – Todo mundo fez pesquisas para isso. Eu mesmo gravei um CD para cada ano: 1970, 1971, 1972… Tinha música que não acabava mais. Depois a gente teve que selecionar as músicas que tinham algo a ver com a trama do filme, com as situações. E, por último, selecionar os artistas que iriam regravar as canções da época. Essa foi uma opção consciente: trabalhar com releituras atuais daquelas músicas, para dar um toque de atualidade. De gravação original mesmo, a gente só usou a de Tony Tornado porque ele está no filme, a música faz parte da piada. Aí chamamos Los Hermanos, Zeca Pagodinho, Marisa Monte, Lenine, Marcelo D2… juntar essa turma toda no mesmo disco foi lisonjeiro.  E muita coisa acabou de fora porque não tinha espaço para usar tudo. A gente preferiu não usar a música engajada clássica e nem o Tropicalismo, porque eram as músicas de maior sucesso na época. Fomos achar nossa trilha sonora no brega, na Jovem Guarda, no samba da época. Nos sons mais alternativos mesmo.


Hélio – Junto com a trilha sonora, vai sair um livro com fotos das filmagens, muitas piadas e o roteiro. Vai ter DVD, livro e outros produtos para a platéia que curtir a experiência do filme. A gente decidiu investir nesse mercado de produtos ligados ao marketing do filme. Americanos fazem isso, lançam bonecos dos personagens, um monte de coisas. A gente quer tirar todo o proveito possível desse momento, quer tratar o filme como um produto mesmo, aprender a retirar dele a maior receita possível.


 


O segundo filme vai ser feito?


Hélio – Vai ter sim. Já temos algumas idéias para ele, mas nada concreto ainda. Aliás, é melhor curtir esse primeiro sem pensar demais no que vem depois. Não esperem pelo segundo não, porque muita água vai rolar até lá. Não será em 2004. A gente não tem condição de filmar um longa-metragem todo ano.


Cláudio – Se a gente fosse apenas atuar no filme, até daria para montar uma linha de produção e fazer um filme por ano. Mas a gente não quer entregar o roteiro para outras pessoas. A gente se envolve no processo todo, de cabo a rabo – mais cabo do que rabo (risos). É muito mais demorado, dá muito trabalho. Com filme do Casseta e Planeta tem que ser assim, a gente tem garantia de qualidade. Por isso, vai demorar um pouco para sair o segundo.

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