Hellboy – Os Bastidores

26/07/2004 | Categoria: Outros textos

Saiba tudo sobre a produção do filme mais elogiados da temporada de verão 2004 nos EUA!

Por: Rodrigo Carreiro

Filmes baseados em quadrinhos estão, mais do que nunca, na ordem do dia. Alguns dos orçamentos mais exagerados dos últimos anos foram dedicados a essas obras. Por isso, não é de espantar que um dos filmes mais esperados de 2004 seja a versão em carne, osso e efeitos digitais de um dos gibis mais interessantes do momento: “Hellboy”.

O personagem, criado pelo desenhista e escritor Mike Mignola, não é muito popular no Brasil. Apenas umas poucas minisséries com o ser de aparência diabólica e coração de ouro foram publicadas por aqui. Mas o visual fascinante e a direção de arte arrojada devem ser suficientes para despertar a atenção dos espectadores brasileiros.

“Hellboy” fez uma bela carreira para um filme de orçamento médio e pouca divulgalção. Na primeira semana em cartaz, ficou em primeiro lugar, faturando mais de US$ 25 milhões e desbancando o poderoso “Scooby-Doo 2”. Fechou a conta em US$ 59 milhões apenas nos EUA, com promessa de vendas altas nas duas versões de DVD (uma com o filme normal e outra com 15 minutos extras).

No Brasil, o longa-metragem demorou um bocado para chegar aos cinemas. Os sucessivos adiamentos se devem exatamente à pequena popularidade de Hellboy, a revista, por aqui; somente fanáticos por quadrinhos conhecem bem o personagem de Mike Mignola. Mas o filme, primeira obra de uma trilogia que Del Toro pretende dirigir, pode mudar a situação.

“Hellboy” é um gibi para adultos e adolescentes mais velhos. O herói poderia ser descrito como um cruzamento de Hulk com Wolverine (X-Men), só que vivendo dentro do mundo criado por Neil Gaiman em “Sandman”. Hellboy, como o nome indica, não é um ser humano, mas um demônio, trazido à Terra, diretamente do Inferno, por nazistas adoradores de Satã, nos idos de 1944.

O legal é que Hellboy, o personagem, é um sujeito do bem. Quando criança, ele foi resgatado pelo professor Broom (John Hurt) e passou a viver em New Jersey. Basicamente, Hellboy torna-se um dos investigadores de uma equipe especial que tem a função de lidar com ameaças sobrenaturais à humanidade.

No filme de Guillermo Del Toro, o público vai ficar conhecendo a origem do personagem em detalhes, além de acompanhar a luta de Hellboy para impedir que neonazistas, liderados pelo cientista louco Rasputin (Karel Roden), tomem conta do planeta. Hellboy, é preciso enfatizar, adora fumar charutos, come até 20 quilos de panquecas por dia e fala um bocado de mais palavrões. Também tem a mão direita de pedra, com a qual é capaz de dar socos violentíssimos. Ele ainda serrou os chifres para ficar com uma aparência mais humana.

Na parte técnica, Del Toro contou com total colaboração de Mignola, criador do personagem e consultor de arte do filme. Ele torrou parte do orçamento em 200 tomadas de efeitos especiais, já que Hellboy enfrenta uma monstros em sua jornada. Outro tanto foi gasto em maquiagens e maquetes, técnicas antiquadas mas que funcionam bem no filme.

Esse outro desafio ficou por conta do mago Rick Baker, seis Oscar de maquiagem no currículo. Baker foi convocado para dar forma ao gigante demoníaco, interpretado pelo ator Ron Perlman. Da mesma forma, ele contribuiu para criar o design do cientista Abe Sapien (Doug Jones, um telepata) e o visual da pirocinética Liz Sherman (Selma Blair, que controla o fogo), objeto do desejo do protagonista.

Se você não conhece o mundo de “Hellboy” e ficou curioso, vai uma dica: procure os gibis lançados no Brasil em 1998, em especial a história “Sementes da Destruição” – foi nela que Guillermo Del Toro baseou o roteiro do longa-metragem.

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