Viagens no tempo

30/09/2003 | Categoria: Outros textos

Segundo as leis da física quântica, por mais impossíveis que pareçam, as viagens no tempo são uma realidade possível, embora remota

Por: Rodrigo Carreiro

Viagens no tempo são um dos temas favoritos da ficção científica. Elas se tornaram um tema muito popular a partir de livros, como o clássico de H.G. Wells, ou de filmes, como a trilogia “De Volta Para o Futuro”, de forma que as pessoas podem acreditar no disparate que essas viagens representariam. Engano: o assunto é, mesmo sob polêmica, debatido com seriedade pela comunidade científica.

O livro de Stephen Hawkins, “O Universo Numa Casca de Noz”, dedica um capítulo ao assunto. Ele diz que o tema é espinhoso, mas relata que cientistas como o físico Kip Thorne lhe dedicam estudos sérios. Esses estudos estão cobertos de sigilo e desconfiança, porém, tendo em vista que essa tecnologia, se viesse a existir, poderia transformar o universo em caos absoluto.

A pergunta que desafia a lógica dos cientistas não é se viagens no tempo são possíveis. São improváveis, mas a teoria não as impede, como assinala Stephen Hawkins. O que atormenta o pesquisador é outra dúvida: será que uma civilização avançada poderia voltar no tempo e mudar o passado? E se a resposta for sim, porque não há notícia de que algo do gênero já tenha ocorrido? Seria de se esperar que, caso pudessem modificar fatos anteriores, os governantes do futuro tivessem apagado a existência de Hitler, por exemplo.

Isso não prova a impossibilidade das viagens no tempo, mas reforça o cálculo de Hawkings. Ele acredita que probabilidade estatística de que o homem possa voltar ao passado, algum dia, é de uma em dez seguido de um trilhão de trilhões de trilhões de trilhões de trilhões de zeros (ou seja, 1/10 elevado a -10 elevado a -60). Outro detalhe fundamental é que Hawking descarta inteiramente a possibilidade de uma viagem em direção ao futuro.

Aqui, cabe ainda uma explicação adicional. A única possibilidade de o homem viajar no tempo é através de túneis, chamados pelos físicos de ‘buracos de minhoca’, que cortariam o espaço-tempo (que, como explica Einstein, é curvo e não plano, devido ao efeito da gravidade, tendo assim mais de duas dimensões). Para dominar essa atividade, portanto, o ser humano vai precisar provar a existência desses túneis, descobrir onde eles se localizam no universo, saber se eles são largos o bastante para passar uma pessoa (ou uma geringonça espacial) e inventar uma tecnologia que possibilite navegá-los. Meio complicado, né?

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